Tratamento Shiatsu

Imprimir Por Administrador 03/12/2007

MENSAGEM PARA 2017

Prezado (a) Amigo (a), como vai?
Chamo-me RODOLFO CORREA LIMA e sou Presidente do CECTH ‚Äď Centro de Estudos do Corpo e Terapias Hol√≠sticas S/C Ltda.
Faço um convite para que venha conhecer nossa empresa.




Saiba mais, clique no link


INTRODUÇÃO

O shiatsu √© caracterizado por sua grande simplicidade. Ele se desenvolveu a partir de uma forma anterior de massagem chamada Anma, no Jap√£o (Anmo ou Tuina, na China), que utiliza t√©cnicas como esfregar, apalpar, apertar, tamborilar com os dedos, pressionar e puxar, influenciando os m√ļsculos e os sistemas circulat√≥rios. O shiatsu, por sua vez, usa menos t√©cnicas e, para o observador, a impress√£o √© de que muito pouco est√° acontecendo ‚Äď apenas uma press√£o leve e relaxada em v√°rios pontos do corpo com a m√£o ou um polegar, um leve toque dos cotovelos ou uma simples rota√ß√£o de um dos membros. Parece uma atividade pregui√ßosa e, na medida em que conserva a energia, realmente √©. Mas, por baixo dos movimentos descomplicados, muita coisa est√° acontecendo internamente com a energia do corpo em um n√≠vel sutil.

ENERGIA SUTIL DO CORPO

A tradi√ß√£o oriental descreve o mundo em termos de energia. Todas as coisas s√£o consideradas manifesta√ß√Ķes da for√ßa vital universal chamada de ‚ÄúKi‚ÄĚ pelos japoneses, ‚ÄúChi‚ÄĚ ou ‚ÄúQi‚ÄĚ, na China. Devido √† origem japonesa da terapia shiatsu, preferimos o uso da palavra ‚ÄúKi‚ÄĚ. Ki √© subst√Ęncia prim√°ria e for√ßa motivadora da vida. Geralmente √© traduzida como ‚Äúenergia‚ÄĚ, mas Ki tamb√©m √© um sin√īnimo de respira√ß√£o nas l√≠nguas japonesa e chinesa. Na terapia oriental, a harmonia do Ki no corpo humano √© considerada essencial para a sa√ļde. Todos os seus esfor√ßos se convergem para esta finalidade.

NOSSA PROPOSTA COM O SHIATSU

Nossos Cursos Livres s√£o para quem ‚Äúd√°‚ÄĚ e para quem ‚Äúrecebe‚ÄĚ o shiatsu. O shiatsu deve ser compartilhado, e voc√™ pode fortalecer sua sa√ļde e alegria de viver seguindo as orienta√ß√Ķes dadas durante as aulas ministradas pelo e terapeuta hol√≠stico Rodolfo Correa Lima. Dominando os princ√≠pios b√°sicos da terapia tradicional oriental, voc√™ tamb√©m poder√° utilizar o shiatsu para ajudar os amigos ou familiares que n√£o se sintam bem.

Mas os estudos do tratamento dos desequil√≠brios energ√©ticos, ou de seus sintomas isolados, pode levar a uma vis√£o limitada do shiatsu e de seus benef√≠cios. Nossos cursos e tratamentos descrevem uma gama de t√©cnicas e caminhos para se trabalhar com o corpo, atrav√©s dos quais voc√™ poder√° compreender melhor o sistema ‚Äúenerg√©tico‚ÄĚ do corpo ‚Äď sua rede de energia. Em vez de se concentrar na melhora das doen√ßas, voc√™ vai perceber a rela√ß√£o entre os desequil√≠brios energ√©ticos e a sa√ļde. O shiatsu pode ajud√°-lo a equilibrar os extremos, viver uma exist√™ncia plena e criativa.

O DESENVOLVIMENTO DO SHIATSU NO JAPÃO

O shiatsu foi desenvolvido na primeira metade do s√©culo XX pelo cl√≠nico geral japon√™s, Tamai Tempaku, que incorporou os ent√£o recentes conhecimentos de anatomia e fisiologia aos v√°rios m√©todos de tratamento. Originariamente, ele usou o nome de ‚ÄúShiatsu Ryoho‚ÄĚ; ou seja, ‚Äúforma de melhora pela press√£o dos dedos‚ÄĚ; depois, mudou para ‚ÄúShiatsu Ho‚ÄĚ, ‚Äúm√©todo da press√£o dos dedos‚ÄĚ. Conhecido atualmente apenas como ‚ÄúShiatsu‚ÄĚ, o m√©todo foi reconhecido oficialmente como terapia pelo Governo Japon√™s em 1964, distinguindo-o da outra massagem tradicional, a Anma. O papel do terapeuta de shiatsu √© diagnosticar e tratar de acordo com os princ√≠pios da terapia oriental.

AS ORIGENS CHINESAS DO SHIATSU

O mais antigo livro chin√™s de medicina √© o ‚ÄúHuang Ti Nei Ching‚ÄĚ, ‚ÄúO Cl√°ssico de Medicina Interior do Imperador Amarelo‚ÄĚ. No livro, o lend√°rio imperador questiona seu m√©dico particular, Ch‚Äôi P√≥, sobre problemas ligados √† medicina e √† sa√ļde de seu povo. Em uma passagem bem conhecida, Ch‚Äôi P√≥ explica que diferentes formas de medicina foram desenvolvidas em regi√Ķes diferentes, levando em conta o clima e os problemas oriundos dele que afligem a popula√ß√£o. Tratamentos com ervas, agulhas e calor eram atribu√≠dos √†s regi√Ķes norte, sul, leste e oeste; por√©m, o desenvolvimento da terapia f√≠sica, incluindo massagem e exerc√≠cios de respira√ß√£o, j√° foi creditado √† regi√£o central da China. Assim come√ßou a longa associa√ß√£o de massagem e terapia manipuladora com exerc√≠cios f√≠sicos, t√©cnicas respirat√≥rias e medita√ß√Ķes curativas, o que representou o mais alto n√≠vel da medicina chinesa. O conjunto de todas estas t√©cnicas foi chamado de ‚ÄúTao Yin‚ÄĚ, um m√©todo para guiar as energias sutis do corpo para que fluam harmoniosamente. O shiatsu √© o herdeiro moderno desta tradi√ß√£o.

A medicina chinesa foi introduzida no Japão por um monge budista, no século VI. Os japoneses a adaptaram e refinaram, adequando-a a sua filosofia, temperamento e clima. Especificamente, eles desenvolveram a cura manual e as artes de diagnóstico, criando técnicas especiais de diagnóstico abdominal, tratamento e massagem abdominal, a Ampukologia.

ESTILOS DE SHIATSU

V√°rios entre os primeiros praticantes de shiatsu desenvolveram seus pr√≥prios estilos, sendo que alguns como Tokojiro Namikoshi e Shizuto Masunaga, fundaram escolas que contribu√≠ram para o estabelecimento do shiatsu como terapia. Existem v√°rios estilos diferentes de shiatsu hoje em dia. Alguns se concentram em ‚Äúpontos de acupress√£o (acupuntura digital)‚ÄĚ. Outros enfatizam um trabalho mais generalizado no corpo ao longo dos caminhos de energia para influenciar o Ki fluindo atrav√©s deles. Outros ainda destacam os sistemas de diagn√≥sticos como os dos ‚ÄúCinco Elementos‚ÄĚ. Ou a abordagem macrobi√≥tica. Todos, por√©m, se baseiam na medicina tradicional chinesa. A inten√ß√£o de nossos cursos e tratamentos √© de servir como um guia geral ao shiatsu, apresentando os aspectos mais √ļteis e pr√°ticos das diversas abordagens, sempre tendo como base √† medicina tradicional chinesa. Uma fonte espec√≠fica de inspira√ß√£o, por√©m merece men√ß√£o ‚Äď o ‚ÄúZen‚ÄĚ shiatsu de Shizuto Masunaga. N√≥s do CECTH ‚Äď Centro de Estudos do Corpo e Terapias Hol√≠sticas somos adeptos do shiatsu ecl√©tico, onde associamos o shiatsu √†s outras terapias hol√≠sticas.

ZEN SHIATSU

Masunaga incorporou sua pr√≥pria experi√™ncia em shiatsu com os estudos que fez da psicologia ocidental e da medicina chinesa. Ele tamb√©m aperfei√ßoou os m√©todos de diagn√≥stico. O sistema por ele desenvolvido apresenta exerc√≠cios especiais conhecidos como ‚ÄúMakko Ho‚ÄĚ, que estimulam o fluxo do Ki. Ele desenvolveu, ainda, uma s√©rie de princ√≠pios orientadores que tornam as t√©cnicas mais eficazes. Este sistema Masunaga denominou de ‚ÄúZen Shiatsu‚ÄĚ, emprestando o nome da abordagem direta √† espiritualidade dos monges Zen budistas do Jap√£o.

UMA OBSERVAÇÃO SOBRE A ABORDAGEM CHINESA DA COMPREENSÃO DO CORPO E DA SAÚDE

Talvez voc√™ note uma circularidade na l√≥gica da medicina chinesa. Os povos ocidentais pensam em causa e efeito como sendo uma progress√£o linear de id√©ias e eventos de ‚ÄúA‚ÄĚ, atrav√©s de ‚ÄúB‚ÄĚ, para ‚ÄúC‚ÄĚ. A filosofia oriental considera que os eventos s√£o condicionados mutuamente, surgindo juntos. Eles n√£o s√£o distintos do ambiente onde ocorrem. O pano de fundo √© t√£o importante quanto o cen√°rio. Daremos um exemplo para esclarecer a diferen√ßa.

Uma dor de cabe√ßa n√£o √© apenas um evento que ocorre na cabe√ßa, segundo a medicina chinesa; nem √© somente uma dor ou algo que deva ser interrompido sem considera√ß√£o pela origem. N√£o √© tamb√©m pass√≠vel do mesmo tratamento que a dor de cabe√ßa de outra pessoa. Em vez disso, a dor √© uma obstru√ß√£o do Ki, relacionada aos padr√Ķes de energia gerais no corpo do indiv√≠duo, as circunst√Ęncias e ao estilo de vida. O tratamento talvez envolva trabalhar com as pernas e os bra√ßos, al√©m (ou, at√©, ao inv√©s) da cabe√ßa, proporcionando mudan√ßas mais satisfat√≥rias e duradouras do que a simples tentativa de bloquear os sintomas.

PRECAU√á√ēES

Para gravidez, não aplique força demais nos ombros. Evite os pontos IG 4 e BP 6, bem como os canais Yin (Baço, Rim e Fígado) abaixo dos joelhos.

Para quem sofre de epilepsia ou press√£o alta, n√£o aplique shiatsu na parte de cima da cabe√ßa. Por√©m, o trabalho com os ombros, principalmente pernas e p√©s, √© ben√©fico e seguro. Evite encostar com muita for√ßa em pessoas idosas ou enfermas ‚Äď principalmente se sofrerem de artrite ou osteoporose (ossos fracos); conduza o tratamento em posi√ß√£o sentada. O correto √© voc√™ procurar orienta√ß√Ķes com seu Mestre, ou se preferir fa√ßa o nosso curso de Shiatsu sob uma vis√£o hol√≠stica.

SOBRE AS ROUPAS

Uma sess√£o de shiatsu pode ocorrer com os dos participantes vestidos confortavelmente. N√£o √© necess√°rio ficar sem roupa ou n√£o se exige nenhuma roupa especial. Caso algum terapeuta diga que √© necess√°rio tirar a roupa toda e estiver agindo com atitudes suspeitas, denuncie: Este endereÁo de e-mail estŠ sendo protegido de spam, vocÍ precisa de Javascript habilitado para vÍ-lo . H√° casos em que √© necess√°rio associar o shiatsu com a massagem terap√™utica, a√≠ sim, ser√° permitido o contato das m√£os com o segmento corporal a ser trabalhado.

Criar um ambiente aconchegante e aparelhado para proporcionar temperatura adequada ao conforto da pessoa atendida é indispensável. Luz amena, minimização de ruídos, bem como privacidade, inclusive do cliente para com o terapeuta.

O cliente deve ser inquirido quanto ao uso de √≥leos arom√°ticos e m√ļsicas, para que se tenha certeza de que ser√£o aceitos e de que estejam em conformidade com cada caso.

YIN E YANG

A unidade Ki ou Chi manifesta-se em dois aspectos opostos e complementares: Yin e Yang, sendo que se pode dizer que Yin é o princípio negativo e Yang o positivo.

Para que haja a sa√ļde f√≠sica e mental √© necess√°rio que exista perfeito equil√≠brio e harmonia do fluxo de energia no organismo, pois o bloqueio dessa energia √© o primeiro est√°gio para se desenvolvimento de doen√ßas.

Qualquer ser vivo, fen√īmeno, objeto, etc., ocorre da inter-rela√ß√£o constante de Yin e Yang. A diversifica√ß√£o da unidade √© constitu√≠da pela manifesta√ß√£o desses dois aspectos antag√īnicos de energia, que formam um infinito de combina√ß√Ķes e constituem o universo.

A vida desenrola-se dentro de um equil√≠brio psico-bio-energ√©tico, de acordo com as leis da natureza e suas manifesta√ß√Ķes energ√©ticas, dentro da polaridade Yin e Yang. Sendo que esta oposi√ß√£o energ√©tica serve para os orientais como base para sua filosofia e terap√™utica.

Podemos citar como exemplos da polaridade de Yang e Yin na natureza:

  • O c√©u forma-se pela acumula√ß√£o de Yang. A terra por acumula√ß√£o de Yin;
  • Yin est√° sempre calmo. Yang sempre agitado;
  • Yang se transforma em energia. Yin para criar vida natural.
  • O sol e as estrelas s√£o Yang. A lua e os planetas s√£o Yin.

Yin e Yang
Tao: Yin e Yang

Podemos apresentar alguns dos diversos aspectos antag√īnicos de Yang e Yin, conforme as obras de Mann, Oshawa, Beau e Worsley.

Yang

Yin

Sol

Lua

Quente

Frio

Macho

Fêmea

Ativo

Passivo

Duro

Mole

N√ļmero √ćmpar

N√ļmero par

Primavera e ver√£o

Outono e primavera

Luz

Escurid√£o

Leve

Pesado

Sistema Nervoso Simp√°tico

Sistema Nervoso Parassimp√°tico

Fogo

√Āgua

Costas

Abdomen

Febril

Frio

Agudo

Cr√īnico

Centrípeto

Centrífugo

Vermelho

Roxo

Salgado

Amargo

ALGUNS PRINC√ćPIOS E TEOREMAS SOBRE YIN E YANG
  • Todas as coisas s√£o diferentes manifesta√ß√Ķes da unidade infinita.
  • Nada √© est√°tico, tudo muda;
  • Todos os antag√īnicos s√£o complementares;
  • N√£o h√° dois entes iguais;
  • Tudo que tem verso, tem reverso;
  • Tudo que tem come√ßo, tem fim;
  • Quanto maior o verso, maior o reverso;
  • Yin e Yang surgem continuamente da pura expans√£o infinita;
  • Yin e Yang produzem energia;
  • Yin atrai Yang e vice-versa;
  • Yin repele Yin. Yang repele Yang;
  • A for√ßa de atra√ß√£o e repuls√£o entre as coisas √© diretamente proporcional √† diferen√ßa de seus componentes Yin e Yang;
  • Todo fen√īmeno √© produzido por Yin e Yang em combina√ß√Ķes, em variadas propor√ß√Ķes;
  • Nada √© exclusivamente Yin e Yang, tudo encerra polaridade;
  • No extremo, Yin produz Yang e Yang produz Yin.
MERIDIANOS

Sabemos que os orientais defendem a teoria da existência de energia, Ki ou Chi, existindo assim o MACROCOSMO (Universo), e o MICROCOSMO (homem), além da existência de duas forças opostas, Yin e Yang, que se complementam.

Dentro desta teoria, o homem está com os pés na terra e as mãos para o céu. A terra é Yin e o céu é Yang. Os meridianos Yang são do céu e vão para a terra e os meridianos Yin são da terra e vão para o céu.

Energia Yin elevando-se da terra para o céu, pela frente do corpo.

Acupuntura

Energia Yang descendo do céu para a terra, pelo dorso do corpo.

Como estas duas tendências são opostas e complementares, atraindo-se, o homem é um transformador de energias do céu e da terra. A energia Yang do céu percorre o homem, pelo plano dorsal, e busca a terra. A energia Yin da terra percorre o homem, pelo plano ventral, e busca o céu.

Os caminhos ou linhas por onde passam a energia Ki s√£o chamados de MERIDIANOS (a energia KI desloca-se ao n√≠vel subcut√Ęneo, cujas linhas prefer√™ncias s√£o denominadas meridianos). Nestes canais imateriais condutores de energia diferenciada em variadas combina√ß√Ķes de Yang e Yin, os fluxos de energia se intercambiam alternadamente um sistema respons√°vel pela defesa, regula√ß√£o e resson√Ęncia do organismo em rela√ß√£o √†s influ√™ncias c√≥smicas. Sa√ļde implica, em primeiro lugar, na circula√ß√£o adequada da energia vital atrav√©s dos meridianos.

Para visualizarmos melhor, vamos comparar este sistema com os metr√īs urbanos subterr√Ęneos. Os pontos de shiatsu s√£o como as esta√ß√Ķes de embarque de passageiros que se ligam √† superf√≠cie.

Os meridianos seriam as linhas ou trilhos por onde passa o fluxo eletromagnético, ou energia Ki.

No corpo humano existem v√°rios tipos de meridianos, de acordo com a fun√ß√£o que desempenham. Cada meridiano √© formado por um n√ļmero de pontos que transmitem a energia em sentido e ordem sempre constantes. Existem 59 meridianos para conduzir a energia pelo corpo. Desses, 14 meridianos s√£o considerados importantes, sendo 12 principais e 2 extras, ou maravilhosos; os outros destitu√≠dos de pontos pr√≥prios, s√£o chamados de meridianos virtuais, somente se manifestando nos estados patol√≥gicos, e os meridianos de liga√ß√£o, chamados de vasos secund√°rios.

Os 12 meridianos principais s√£o pares e sim√©tricos bilaterais, respons√°veis pelo funcionamento dos ‚Äú√≥rg√£os prim√°rios‚ÄĚ. Os 2 outros meridianos s√£o √≠mpares, passam verticalmente pelo centro do corpo e t√™m como fun√ß√£o regular o fluxo de energia Ki dos outros 12 meridianos.

MERIDIANOS PRINCIPAIS

S√ćMBOLO

N¬ļ PONTOS

Meridiano dos pulm√Ķes

P

11

Meridiano do intestino grosso

IG

20

Meridiano do Est√īmago

E

45

Meridiano do Ba√ßo-P√Ęncreas

BP

21

Meridiano do Coração

C

9

Meridiano do Intestino Delgado

ID

19

Meridiano da Bexiga

B

67

Meridiano dos Rins

R

27

Meridiano da Circulação-Sexo

CS

9

Meridiano do Triplo Aquecedor

TA

23

Meridiano da Vesícula Biliar

VB

44

Meridiano do Fígado

F

14

MERIDIANOS EXTRAS

Meridiano do Vaso da Concepção

VC

24

Meridiano do Vaso Governador

VG

28

MERIDIANO DO PULMÃO

Símbolo: P
Pontos: 11
Energia: YIN
Elemento: Metal.

Fun√ß√£o: √Č de natureza Yin e apresenta-se acoplado ao meridiano do Intestino Grosso que √© Yang. Recebe energia do meridiano do F√≠gado e a transmite ao meridiano do Intestino Grosso. Comanda os Pulm√Ķes, as vias a√©reas e a pele. Corresponde as fun√ß√Ķes org√Ęnicas do aparelho respirat√≥rio tais como: absor√ß√£o, distribui√ß√£o e elimina√ß√£o de subst√Ęncias gasosas. Atua sobre todos os dist√ļrbios respirat√≥rios. Relaciona-se com ang√ļstia e o pranto.

Filtra tristeza, melancolia, nostalgia, m√°goa. Os Pulm√Ķes governam o Ki. Eles o recebem, transformam e distribuem pelo corpo; at√© a pele, para defesa, atrav√©s dos meridianos para nutrir e energizar todas as partes, e para baixo, para os outros √≥rg√£os, principalmente os Rins, onde o Ki p√≥s-natal extra se acumula em nossas reservas.

AcupunturaSe os Pulm√Ķes est√£o fracos, eles n√£o conseguem suprir Ki suficiente para a pele; as diferen√ßas clim√°ticas podem, assim, invadir o corpo pelos poros. Segundo a medicina oriental, √© assim que ‚Äúpegamos‚ÄĚ resfriados, gripes e febres e ficamos com torcicolo por causa das correntes de ar. Fraqueza cr√īnica dos pulm√Ķes geralmente produz cansa√ßo, falta de ar e palidez. Se os Pulm√Ķes n√£o podem fazer circular o Ki, ele fica acumulado, causando tosse e asma.

Outros sintomas do Pulmão podem necessitar de tratamento em mais de um meridiano; por exemplo, tosse seca, garganta irritada e pele seca geralmente exigem trabalho no meridiano dos Rins, também.

Sinais patol√≥gicos: Sensa√ß√£o de incha√ßo e de opress√£o tor√°cica. Dores na cavidade subclavicular, respira√ß√£o r√°pida, ruidosa e superficial, tosse, palmas das m√£os quentes, coriza com mic√ß√Ķes pouco abundantes, mas freq√ľentes, garganta inchada e dolorida, dores nas esc√°pulas e nas costas, dores que seguem o trajeto do meridiano no bra√ßo.

Trajeto: Começa entre as 1ª e 2ª costelas, a 8 dedos do esterno, sobe até o ombro e desce pela face anterior do braço, cruza a dobra do cotovelo lateralmente ao tendão do bíceps, segue pelo antebraço sobre o rádio e a artéria radial do pulso, entra na mão pela eminência tênar e termina no angula ungueal lateral do polegar.

MERIDIANO DO INTESTINO GROSSO

Símbolo: IG
Pontos: 20
Energia: YANG
Elemento: Metal

Fun√ß√£o: Este meridiano √© acoplado ao meridiano do Pulm√£o, recebe energia deste meridiano transmitindo-a ao meridiano do Est√īmago. Comanda o Intestino Grosso e suas fun√ß√Ķes de elimina√ß√£o de res√≠duos pesados e absor√ß√£o de l√≠quidos. Atua nos desequil√≠brios energ√©ticos da parte superior do corpo de parte superior do corpo. Relaciona-se com a tens√£o emocional.

Os Intestinos Grosso e Delgado filtram a emotividade, instabilidade emocional, sensibilidade n√£o canalizada.

O Intestino Grosso recebe o resto dos alimentos e da bebida do Intestino Delgado, absorve mais fluidos e elimina os resíduos. Ele pode sofrer um desequilíbrio devido a dietas inadequadas, doença aguda, fraqueza ou preocupação, embora o melhor tratamento para isso seja indireto, através de um meridiano relacionado, ao invés do próprio meridiano do Intestino Grosso.

AcupunturaPor exemplo, muitos problemas intestinais respondem melhor ao tratamento dos meridianos dos Pulm√Ķes, dos Rins, do Ba√ßo-P√Ęncreas ou do Est√īmago. Se o problema for gerado por preocupa√ß√£o, ou pris√£o de ventre gerada por fraqueza ou falta de ar, trate os Pulm√Ķes. Pessoas fracas geralmente s√£o propensas a v√°rios desconfortos abdominais, tais como intestino desarranjado, diarr√©ia, gases e distens√Ķes. Nestes casos trate o B a√ßo, que controla a transforma√ß√£o de fluidos.

Trate o meridiano do Intestino Grosso, se o problema for dor no ombro ou cotovelo, ou bloqueio e dor nos órgãos sensoriais, incluindo congestão nasal, sinusite e dor de dente. Trabalhe, neste meridiano do cotovelo até a mão, se houver um caso de prisão de ventre gerada por calor ou febre.

Sinais patológicos: Odontalgias da mandíbula, garganta inchada e dolorida, sangramento nasal, boca seca, conjuntivas amarelas, pescoço inchado, dores e embaraço da motricidade da linha anterior dos extensores do braço e da escápula.

Trajeto: Come√ßa no √Ęngulo ungueal lateral do indicador, sobe pela lateral do dedo passando pelo √Ęngulo dorsal do indicador e polegar, corre pelo antebra√ßo at√© o √Ęngulo externo do cotovelo, segue reto at√© a ponta do ombro, corre pelo alto do ombro e sobe pela lateral do pesco√ßo at√© o maxilar, corta diagonalmente a face ao lado da asa do nariz.

MERIDIANO DO EST√ĒMAGO

Símbolo: E
Pontos: 45
Energia: YANG
Elemento: Terra

Fun√ß√£o: O meridiano do Est√īmago recebe energia do meridiano do Intestino Grosso, transmitindo-a ao meridiano do Ba√ßo-P√Ęncreas. Comanda o est√īmago e o duodeno com suas fun√ß√Ķes digestivas e transformadoras dos alimentos. Atua sobre o psiquismo e as mol√©stias da parte frontal do t√≥rax. Relaciona-se com o pensamento, id√©ias e a concentra√ß√£o mental.

AcupunturaFiltra ansiedade nervosa, preocupa√ß√£o, sistema nervosa em geral. O Est√īmago e o Ba√ßo s√£o respons√°veis pela digest√£o, sendo considerados e tratados em conjunto. O Ki dos alimentos √© √† base do sangue e do Ki do corpo, por isso √© importante fortalecer os dois √≥rg√£os em qualquer doen√ßa cr√īnica.

O Est√īmago sofre mais com a secura e o calor. Ele ‚Äúgosta‚ÄĚ de umidade. Se seus fluidos estiverem deficit√°rios, a digest√£o ser√° afetada. A boca fica seca e os l√°bios ressecam. O Est√īmago direciona o Ki para baixo. Perturbado, o Ki flui para cima e causa n√°usea, v√īmitos ou dor de cabe√ßa.

Sinais patol√≥gicos: Hipertermia e transpira√ß√£o, sangramento nasal, borbulhas nos l√°bios, boca entortada, cefal√©ia, garganta inchada e dolorosa, pesco√ßo inchado, convuls√Ķes de pavor, manias, regi√£o epig√°strica inchada, gases intestinais, dores ou dificuldades nos movimentos na virilha e na parte antero-lateral da perna, do dorso do p√© e do 3¬ļ artelho.

Trajeto: Come√ßa na p√°lpebra inferior entre o globo ocular e a borda do osso infra-orbital, na linha vertical da pupila (conforme o mapa de Juracy Can√ßado, come√ßa na lateral da testa), desce a linha posterior da face at√© o canto da mand√≠bula e contorna at√© o meio do maxilar, mergulha para reaparecer abaixo da √≥rbita inferior e retorna ao meio do maxilar, desce pelo lado da car√≥tida at√© a clav√≠cula, da√≠ corre no sentido do ombro at√© a linha vertical do mamilo, desce verticalmente, passando sobre o mamilo at√© o final da caixa tor√°cica, fechando em dire√ß√£o ao centro do corpo, descendo reto a 3 dedos do vaso da concep√ß√£o at√© a virilha, se projeta pela regi√£o antero-lateral da coxa e da perna, lateralmente a t√≠bia, atravessa o dorso do p√© e termina no √Ęngulo ungueal lateral do 2¬ļ artelho.

MERIDIANO DO BA√áO-P√āNCREAS

Símbolo: BP
Pontos: 21
Energia: YIN
Elemento: Terra

Fun√ß√£o: Este meridiano apresenta-se acoplado ao meridiano do Est√īmago. Recebe a energia do meridiano do Est√īmago e transmite-a ao meridiano do Cora√ß√£o. Comanda o Ba√ßo com sua fun√ß√£o reguladora sobre o sangue e o p√Ęncreas com sua fun√ß√£o reguladora sobre as reservas de glicog√™nio. Atua sobre o aparelho genital, horm√īnios sexuais, indisposi√ß√£o geral e desequil√≠brios energ√©ticos da parte central do corpo. Relaciona-se com o desenvolvimento mental e intelectual.

AcupunturaFiltra traumas, choque emocional, ci√ļmes. As fun√ß√Ķes principais do Ba√ßo s√£o transformar e transportar. Ele transforma o alimento e transmite o Ki nutriente para √≥rg√£os, m√ļsculos e membros; tamb√©m para o Cora√ß√£o e os Pulm√Ķes, como base para o Ki e para o sangue. O seu Yang Ki, quente, tamb√©m transforma os fluidos do corpo. O Ba√ßo gosta de secura e detesta umidade. Alimentos frios ou bebidas geladas em excesso podem enfraquec√™-lo. Os sintomas s√£o falta de apetite e m√° digest√£o, cansa√ßo, musculatura fraca, membros pesados, intestinos desarranjados ou diarr√©ia e incha√ßo do abd√īmen.

O Ki do Ba√ßo tamb√©m ‚Äúestanca o sangue‚ÄĚ, impedindo a hemorragia, e ‚Äúsegura‚ÄĚ os √≥rg√£os. Hematomas, varizes e todas as formas de prolapsos (sa√≠da de um √≥rg√£o, ou de parte dele, do local) s√£o sintomas de fraqueza do ba√ßo.

Sinais patol√≥gicos: L√≠ngua r√≠gida, v√īmitos ap√≥s refei√ß√Ķes, numerosos arrotos, fraqueza f√≠sica, sensa√ß√£o de corpo pesado, dificuldades para engolir, abd√īmen inchado e dolorido, diarr√©ia, icter√≠cia, sensa√ß√£o de frio na parte interna do membro inferior e dores ao mover o artelho grosso.

Trajeto: Come√ßa no √Ęngulo ungueal interno do ded√£o, corre pela face interna do p√©, passa pela frente do mal√©olo interno e sobe a perna pela borda posterior da t√≠bia, continua pela coxa at√© a virilha, sobe pelo abd√īmen no sentido da axila onde desce para o centro da lateral do tronco, terminando um pouco abaixo da linha horizontal do mamilo.

MERIDIANO DO CORAÇÃO

Símbolo: C
Pontos: 9
Energia: YIN
Elemento: Fogo

Fun√ß√£o: Este meridiano √© de natureza Yin, apresenta-se acoplado ao meridiano do Intestino Delgado, que √© Yang. Recebe energia do meridiano do Ba√ßo-P√Ęncreas. Comanda o √≥rg√£o card√≠aco e a press√£o sangu√≠nea. Atua sobre a energia ps√≠quica e os dist√ļrbios do cora√ß√£o. Relaciona-se com o riso e o prazer.
Filtra ang√ļstia, m√°goa, amargura.

A for√ßa de nossa constitui√ß√£o depende do Cora√ß√£o e dos Rins. Por isso, desordens no Cora√ß√£o podem resultar em fraqueza, cansa√ßo ou letargia (sonol√™ncia) e, √†s vezes, tonturas e palpita√ß√Ķes. A rela√ß√£o √≠ntima entre o sangue e o Ki significa que os Pulm√Ķes podem ser afetados tamb√©m, resultando em falta de ar. O Cora√ß√£o pertence ao elemento fogo, impulsiona o sangue e abriga a mente. O meridiano abre para a l√≠ngua e controla o suor. As desarmonias do Cora√ß√£o geralmente se caracterizam por desordens da circula√ß√£o, tais como peito dolorido ou congestionado e sensa√ß√£o de calor ou frio extremo, principalmente nas m√£os.

AcupunturaUm desequil√≠brio neste √≥rg√£o pode causar dist√ļrbios mentais ou emocionais como inquieta√ß√£o, ins√īnia, sonhos perturbadores, nervosismo, irritabilidade e ansiedade. Um suor anormal √†s vezes acompanha estes sintomas. A colora√ß√£o do rosto reflete o estado da circula√ß√£o e, portanto, do cora√ß√£o. Uma complei√ß√£o p√°lida, sem vida, indica fraqueza no Ki do Cora√ß√£o ou no sangue; j√° uma complei√ß√£o vermelha parece indicar que o calor est√° afetando o cora√ß√£o.

As desarmonias do Coração se fazem visíveis na língua, produzindo dificuldade na fala, como gagueira. Muitas pessoas efusivas (que expressam sentimentos íntimos), falantes compulsivas, podem estar manifestando um desequilíbrio no Coração.

Sinais patológicos: Dores torácicas, dores no coração, garganta seca, sede, conjuntivas amarelas, dores na linha interna da face palmar do braço, calor nas palmas das mãos ou mãos e pés frios.

Trajeto: Come√ßa no oco da axila, desce pela face anterior do bra√ßo, extremidade medial, atravessa a ponta interna da dobra do cotovelo, segue reto pelo antebra√ßo sobre a ulna, atravessa o pulso pela lateral do tend√£o do dedo m√≠nimo, segue pela palma da m√£o para terminar no √Ęngulo ungueal lateral do dedo m√≠nimo.

MERIDIANO DO INTESTINO DELGADO

Símbolo: ID
Pontos: 19
Energia: YANG
Elemento: Fogo

Fun√ß√£o: Este meridiano √© de natureza Yang, e se apresenta acoplado ao meridiano do Cora√ß√£o, que √© Yin. Recebe a energia do meridiano do Cora√ß√£o, transmitindo-a ao meridiano da Bexiga. Comanda o Intestino Delgado e sua fun√ß√£o √© de separar o puro do impuro, absor√ß√£o dos alimentos transformados no Est√īmago e separa√ß√£o das toxinas e objetos s√≥lidos para a elimina√ß√£o pelos √≥rg√£os excretores. Atua nas dores da nuca, cotovelo e incha√ß√Ķes no rosto. Relaciona-se com as grandes depress√Ķes.

AcupunturaOs Intestinos Grosso e Delgado filtram a emotividade, instabilidade emocional, sensibilidade n√£o canalizada. O Intestino Delgado recebe do Est√īmago alimentos e bebidas parcialmente transformados. Ele separa e absorve a parte nutritiva para o ba√ßo distribuir. Envia os dejetos s√≥lidos para o Intestino Grosso, passando os ‚Äúfluidos impuros‚ÄĚ para a Bexiga. As fun√ß√Ķes deste √≥rg√£o podem ser resumidas em receber, separar, assimilar e transformar.

O Intestino Delgado é ligado ao Coração, ajudando-o a proporcionar clareza à mente em sua capacidade de discernir e absorver boas idéias. O pensamento desordenado é um sinal de fraqueza no Intestino Delgado.
Ele compartilha com a Bexiga a fun√ß√£o de separar e transformar os fluidos. Ambos os √≥rg√£os est√£o localizados na regi√£o inferior do corpo, controlada pelos Rins. Devido √†s conex√Ķes da Bexiga, o trabalho sobre o meridiano do Intestino Delgado ajuda a aliviar dores de cabe√ßa, na coluna e na parte inferior das costas. Urina constante ou sem freq√ľ√™ncia, acompanhada de ardor, pode ser tratada, trabalhando-se com estes tr√™s meridianos.

Os sintomas do meridiano do Intestino Delgado são dores e rigidez no pulso, cotovelo, escápula e pescoço; dor de ouvido; irritação nos olhos.

Sinais patológicos: Surdez, conjuntivas amarelas, garganta dolorida, inchaço doloroso na região submandibular e no pescoço, torcicolo, dores na linha interna da face dorsal do braço e da escápula.

Trajeto: come√ßa no √Ęngulo ungueal medial do dedo m√≠nimo, segue pela extremidade medial do dedo e da m√£o, sobe pelo dorso do antebra√ßo sobre a ulna passando por tr√°s do cotovelo, continua pelo bra√ßo e por tr√°s do ombro fazendo um ziguezague horizontalmente sobre a esc√°pula, subindo pela lateral posterior do pesco√ßo, entra diagonalmente na face at√© a ma√ß√£ do rosto, retrocede ata a articula√ß√£o da mand√≠bula na frente do ouvido onde termina.

MERIDIANO DA BEXIGA

Símbolo: B
Pontos: 67
Energia: YANG;
Elemento: √Āgua

Fun√ß√£o: Este meridiano recebe a energia do meridiano do Intestino Delgado e a transmite ao meridiano dos Rins. Sua natureza √© Yang, apresentando-se acoplado ao meridiano dos Rins que √© Yin. Comanda a Bexiga e a fun√ß√£o equilibradora e eliminadora dos Rins. Atua nos problemas da parte posterior do corpo, principalmente costas e n√°degas. Relaciona-se com o temor, agindo sobre o psiquismo eliminando emo√ß√Ķes negativas e regulando as inconsist√™ncias de car√°ter causadas por doen√ßas cr√īnicas.

AcupunturaFiltra a tensão nervosa, tensão contínua ligada ao medo, ao temor de qualquer espécie, a inquietação. A Bexiga transforma os fluidos em urina, depois eliminada, ajudando os Rins a regular a água. Mas o meridiano da Bexiga tem uma influência maior. Ele é um aspecto do Rim Yang, que ajuda na defesa do organismo e apóia os outros órgãos através dos pontos associados.

Os Rins ‚Äúnutrem o c√©rebro e o cord√£o da espinha dorsal‚ÄĚ. O meridiano da Bexiga se liga com o c√©rebro e ajuda a integrar a intelig√™ncia √†s fun√ß√Ķes do sistema nervoso. Desequil√≠brio na Bexiga pode causar ci√ļme, desconfian√ßa, obsess√Ķes, inquieta√ß√£o e nervos √† flor da pele.

Sinais patol√≥gicos: Nuca r√≠gida e dolorida, hemorr√≥idas, mal√°ria, loucura agitada (mania), loucura calma (depressiva), conjuntivas amarelas, lacrimejamentos, dores e dificuldades na movimenta√ß√£o dos lombos e da coluna vertebral, incha√ßo doloroso nos globos oculares, rinorr√©ia (fluxo de mucosidade pelo nariz), epistaxe (hemorragia nasal), hemiplegia, dores ou dificuldades em mover a cavidade popl√≠tea, o m√ļsculo gastrocn√™mio e o 5¬ļ artelho.

Trajeto: Come√ßa acima do canto interno do olho, corre pelo alto da cabe√ßa a 1 dedo lateral do vaso governador, continua pela regi√£o cervical at√© o dorso, na altura da 1¬™ v√©rtebra tor√°cica, abre e corre paralelamente a 3 dedos da coluna at√© o c√≥ccix formando um ‚ÄúN‚ÄĚ para dentro, mergulha e reaparece √† altura da 1¬™ v√©rtebra tor√°cica a 6 dedos da coluna formando uma segunda paralela que continua pelo centro das n√°degas prosseguindo por tas das coxas, passando pelo meio da dobra do joelho, continua pelo centro da batata da perna passando entre o mal√©olo externo e o tend√£o calc√Ęneo, corre pela lateral externa do p√© at√© o √Ęngulo ungueal lateral do 5¬ļ artelho.

MERIDIANO DO RIM

Símbolo: R
Pontos: 27
Energia: YIN
Elemento: √Āgua

Fun√ß√£o: Sendo Yin, este meridiano se apresenta acoplado ao meridiano da Bexiga, Yang, de quem recebe a energia que, posteriormente, transmite ao meridiano da Circula√ß√£o e Sexualidade (Peric√°rdio). Comanda a a√ß√£o filtro-excret√≥ria e secret√≥ria dos Rins e as gl√Ęndulas supra-renais. Atua no sistema end√≥crino, assimila√ß√£o renal, na audi√ß√£o, ossos e cabelos. Relaciona-se com a vontade, a seguran√ßa, e com a energia sexual e problemas genitais.

AcupunturaFiltra a ansiedade temerosa, medo, pavor. Os Rins s√£o √† base de nossa for√ßa estrutural, al√©m de controlarem a energia e as subst√Ęncias no corpo. O Rim Yin armazena a ess√™ncia, a base do crescimento f√≠sico, do desenvolvimento e da maturidade. Ele forma o ‚Äútutano‚ÄĚ para o c√©rebro e o cord√£o espinal, al√©m do tutano para os ossos.

O Rim Yang √© o ‚Äúpoder de transforma√ß√£o‚ÄĚ do corpo e ap√≥ia as fun√ß√Ķes de todos os outros √≥rg√£os.
Os sintomas dos rins se caracterizam por fraqueza e depleção; e incluem problemas urinários e sexuais, dores nas costas, memória fraca, tontura, perda da audição, zumbido no ouvido e perda de cabelos.

Sinais patol√≥gicos: Respira√ß√£o curta, polipn√©ia (respira√ß√£o r√°pida e superficial), tosse com escarro e sangue, vertigens, ofusca√ß√£o da vista, perturba√ß√Ķes card√≠acas, facilmente amedrontado, boca e lingua secas, garganta seca, inchada e dolorida, sensa√ß√Ķes de peito acalorado, oprimido e dolorido, icter√≠cia, diarr√©ia, costas e lombos dolorosos, membros inferiores sem for√ßa, calor na sola dos p√©s ou p√©s frios.

Trajeto: Come√ßa na cavidade plantar quando da flex√£o dos artelhos e sobe pelo meio da face interna do p√©, contorna o mal√©olo interno pela frente, sobe pela face posterior interna da perna, continua subindo pela coxa e entra no abd√īmen a 1 dedo lateral do Vaso da Concep√ß√£o, sobe verticalmente at√© o plexo solar e entra no peito entre o vaso da concep√ß√£o e a linha vertical do mamilo at√© abaixo da ponta interna da clav√≠cula onde termina.

MERIDIANO DA CIRCULA√á√ÉO E SEXUALIDADE (PERIC√ĀRDIO)

Símbolo: CS
Pontos: 9
Energia: YIN
Elemento: Fogo

Função: O meridiano da Circulação e Sexualidade é Yin. Recebe energia do meridiano dos Rins, transmitindo-a ao meridiano do Triplo-Aquecedor Yang, ao qual está acoplado. Em relação aos elementos, este meridiano é de fogo, de Yin no período de outono e inverno, e de água durante a primavera e verão.
Representa uma fun√ß√£o reguladora combinada da massa humoral (fluidos) e a reprodu√ß√£o. Atua sobre o Cora√ß√£o e os √≥rg√£os sexuais. Relaciona-se com a totalidade da massa circulante com seu conte√ļdo humoral, hormonal e imunol√≥gico.

AcupunturaN√£o representa √≥rg√£o algum. Tem uma fun√ß√£o reguladora que influi sobre o cora√ß√£o, a circula√ß√£o e √≥rg√£os sexuais. O Peric√°rdio √© descrito como sendo o ‚Äúembaixador‚ÄĚ do cora√ß√£o, proporcionando alegria e felicidade, ajudando-nos a expressar os sentimentos e protegendo o cora√ß√£o da dor emocional, quando um relacionamento se torna estressante. Para conseguir isso, o meridiano da Circula√ß√£o e Sexualidade acalma a mente e equilibra as emo√ß√Ķes, principalmente quando existem problemas de relacionamento e separa√ß√Ķes (dor no cora√ß√£o e cora√ß√£o partido).

Como o Cora√ß√£o pertence ao elemento fogo, ele √© vulner√°vel ao calor extra. A fun√ß√£o do Peric√°rdio como ‚Äúprotetor do cora√ß√£o‚ÄĚ estende-se √† absor√ß√£o do calor para proteger o √≥rg√£o de ataques de febre. A maioria dos pontos neste meridiano reduz o calor associado a desordens card√≠acas e sangu√≠neas, sendo que os √ļltimos tr√™s usados especificamente para febre alta, seguida de muita sede, del√≠rio, alucina√ß√£o e inquieta√ß√£o, ou insola√ß√£o.

O meridiano da Circula√ß√£o e Sexualidade tem grande influ√™ncia no t√≥rax. Alivia rigidez, peito congestionado, dor causada por stress emocional, indigest√£o (azia) ou excesso de fleuma (Frieza de √Ęnimo; serenidade, impassibilidade).

AS DIFERENTES INTERPRETA√á√ēES DO PERIC√ĀRDIO

Os cl√°ssicos antigos geralmente se referiam a cinco √≥rg√£os Yin e a seis √≥rg√£os Yang. O Peric√°rdio era visto como o protetor do Cora√ß√£o e n√£o como √≥rg√£o em si. Alguns pontos no meridiano da Circula√ß√£o e Sexualidade (Peric√°rdio) eram originalmente atribu√≠dos ao Cora√ß√£o. Por√©m, a teoria dos doze meridianos acabou por exigir uma simetria que colocou o meridiano da Circula√ß√£o e Sexualidade como par do meridiano do Triplo Aquecedor. A rela√ß√£o dos dois, no entanto, n√£o √© √≠ntima e eles s√£o caracterizados sob o elemento fogo por raz√Ķes diferentes.

Sinais patol√≥gicos: Palpita√ß√Ķes, sensa√ß√£o de excesso de calor, de opress√£o tor√°cica, intumescimento doloroso do peito, dores card√≠acas, desregramento menstrual, espasmos nos membros superiores, palmas das m√£os quentes, axilas inchadas, rosto vermelho, conjuntivas amarelas.

Trajeto: Come√ßa a 1 dedo lateral ao mamilo, sobe at√© o ombro e desce entre os meridianos do Pulm√£o e Cora√ß√£o, cortando a dobra do cotovelo medialmente ao tend√£o do b√≠ceps, continua pelo antebra√ßo entre os ossos r√°dio e ulna, cruza o pulso e segue pelo centro da palma da m√£o terminando no √Ęngulo ungueal lateral do dedo m√©dio.

MERIDIANO DO TRIPLO AQUECEDOR

Símbolo: TA
Pontos: 23
Energia: YANG
Elemento: Fogo

Função: Este meridiano é de natureza Yang, e vem acoplado ao meridiano da Circulação e Sexualidade de Yin, que lhe fornece energia transmitindo-a ao meridiano da Vesícula Biliar. Representa uma função reguladora do equilíbrio térmico do metabolismo. Atua sobre o sistema linfático. Relaciona-se à circulação cárdio-respiratória, digestiva e genito-urinária.

AcupunturaO Triplo Aquecedor transforma e regula os fluidos do corpo. Al√©m disso, ele d√° assist√™ncia aos Rins; por isso, o tratamento pode impulsionar o Ki no interior do corpo, principalmente na regi√£o inferior. Pode ajudar tamb√©m em casos de incha√ßo ou desconforto abdominal, √†s vezes com dificuldade urin√°ria ou pris√£o de ventre. Este meridiano √© √ļtil em caso de fraqueza combinada com a incapacidade de estabilizar a temperatura do corpo e suscetibilidade a infec√ß√Ķes e febre. Por√©m, ele geralmente funciona melhor no tratamento de desequil√≠brios dos tr√™s aquecedores, trabalhando os meridianos dos √≥rg√£os relevantes de cada regi√£o.

Sinais patol√≥gicos: Surdez, garganta inchada e dolorida, dores nas ma√ß√£s do rosto e retroauriculares, dores na esc√°pula e na face externa do bra√ßo, embara√ßo na mobilidade do anular, transpira√ß√£o. Os sintomas dos meridianos Yang geralmente est√£o relacionados aos caminhos nas superf√≠cies e ligadas √† fun√ß√£o de defesa do organismo contra doen√ßa aguda e influ√™ncias do ambiente. O Triplo Aquecedor n√£o √© exce√ß√£o. Os sintomas deste meridiano incluem irrita√ß√£o nos olhos, problemas auditivos s√©rios ou dor na parte de tr√°s da orelha, garganta dolorida ou inflamada, e dores no bra√ßo ou no ombro. Outros sintomas s√£o calafrios e febre, aguda ou cr√īnica, √†s vezes seguida de suor espont√Ęneo.

Trajeto: Come√ßa no √Ęngulo ungueal medial do anular, corre entre o 4¬ļ e o 5¬ļ metacarpianos pelo dorso da m√£o, prossegue pelo antebra√ßo entre o r√°dio e a ulna, passa por tr√°s do cotovelo e segue sempre entre os meridianos do intestino grosso e delgado at√© atr√°s do ombro, corre horizontalmente por tr√°s do trap√©zio e sobe pela lateral do pesco√ßo, contorna a orelha por tr√°s at√© a articula√ß√£o da mand√≠bula e segue reto at√© a ponta externa da sobrancelha.

A CONTROV√ČRSIA SOBRE O TRIPLO AQUECEDOR

O Triplo Aquecedor sempre foi tema de discuss√£o e controv√©rsias na medicina chinesa. Algumas obras cl√°ssicas o descreviam como sendo um √≥rg√£o, assim como os outros √≥rg√£os Yang, cujo envolvimento espec√≠fico era de absorver, metabolizar e eliminar fluidos; por√©m, sem uma localiza√ß√£o determinada. Outros acreditavam que o triplo aquecedor era, na verdade, uma generaliza√ß√£o da estrutura e das energias das tr√™s partes do corpo ‚Äď as ‚Äútr√™s regi√Ķes‚ÄĚ ou ‚Äúaquecedores‚ÄĚ ‚Äď que inclu√≠a as fun√ß√Ķes dos √≥rg√£os pertinentes a cada regi√£o.

Por√©m, outra obra cl√°ssica retratava o Triplo Aquecedor como um √≥rg√£o ‚Äúcom nome, mas sem forma‚ÄĚ e desenvolveu uma vis√£o mais integrada dele, como sendo a ‚Äúrota do Ki‚ÄĚ; ajudando o Ki constitucional b√°sico de MeiMon ‚Äď o ‚ÄúPortal da Vida‚ÄĚ em Hara ‚Äď para outros √≥rg√£os.

O Triplo Aquecedor extra o Ki do ar e dos alimentos, e ajuda no controle dos fluidos do corpo, bem como na elimina√ß√£o de dejetos. Ele ap√≥ia os Pulm√Ķes, o Ba√ßo e os Rins nas regi√Ķes superior, m√©dia e inferior, respectivamente. De maneira semelhante, ele transmite o Ki armazenado para os doze meridianos quando estes se encontram em deple√ß√£o (diminui√ß√£o da quantidade de fluidos do organismo), suprindo energia √† defesa do organismo em momentos de doen√ßa e stress.

O ‚ÄúClassic of Difficulties‚ÄĚ descreve o centro Hara, ou Tanden, como o foco central do ‚ÄúKi que se move entre os rins‚ÄĚ. Segundo o modelo ‚Äúrota do Ki‚ÄĚ do triplo aquecedor, ele ativa as transforma√ß√Ķes nos tr√™s ‚Äúaquecedores‚ÄĚ e nutre todos os √≥rg√£os e seus meridianos simbolicamente pela seta (conforme ilustra√ß√£o acima).

A função do fígado

Algumas interpreta√ß√Ķes do modelo de ‚ÄúRegi√Ķes Corporais‚ÄĚ do Triplo Aquecedor descrevem o F√≠gado como sendo parte do Baixo Aquecedor, devido √† sua forte influ√™ncia em mover o Ki e sangue nesta √°rea. O F√≠gado tem tanto efeito sobre os √≥rg√£os reprodutivos quanto os Rins. Fisicamente, por√©m, ele est√° na regi√£o mediana.

Compreendendo o Triplo Aquecedor

Considere o Triplo Aquecedor como sendo estrutura b√°sica para a compreens√£o da fisiologia humana, segundo a tradi√ß√£o chinesa. Lembre-se das fun√ß√Ķes gerais e espec√≠ficas de todos os √≥rg√£os, e de suas fun√ß√Ķes interligadas e correlacionadas como parte de um sistema harmonioso. A compreens√£o desta s√≠ntese poder√° ajuda-lo a interpretar os sintomas e tratar das pessoas de maneira mais eficaz.

MERIDIANO DA VES√ćCULA BILIAR

Símbolo: VB
Pontos: 44
Energia: YANG
Elemento: Madeira

Função: Este meridiano é de natureza Yang, acoplado ao meridiano do Fígado, que é Yin. Recebe energia do meridiano do Triplo Aquecedor, transmitindo-a ao meridiano do Fígado. Comanda a função biliar total. tanto intra como extra-hepática. Atua principalmente sobre os hipocondríacos. Relaciona-se com todas as doenças psicossomáticas.

AcupunturaFiltra a indecis√£o. A Ves√≠cula Biliar armazena e secreta a bile, que ajuda a digest√£o, principalmente a digest√£o de gorduras. As pessoas cuja fun√ß√£o da Ves√≠cula √© fraca t√™m dificuldade para digerir alimentos gordurosos. Tal fato coincide com a vis√£o m√©dica ocidental. A estagna√ß√£o do Ki ou de calor na Ves√≠cula pode causar dor sob as costelas, n√°usea e v√īmitos, gosto amargo na boca e uma colora√ß√£o amarela nos olhos.

A Vesícula Biliar influencia as laterais do corpo; um bloqueio ou desequilíbrio em seu meridiano manifesta-se como dor nas têmporas, dor nos olhos e ouvidos, dor ou inflexibilidade na mandíbula, nos ombros, costelas, quadris e juntas dos joelhos e tornozelo.

Sinais patol√≥gicos: Frio e calor alternados, boca amarga, suspiros freq√ľentes, dores nos flancos, dores hemicranianas, mal√°ria, calores ou embara√ßos na mobilidade da coxa, do joelho, da face externa da panturrilha e do 4¬ļ artelho.

Trajeto: Come√ßa na ponta externa do olho, vai at√© a base da articula√ß√£o da mand√≠bula, sobe at√© a fronte e retorna em dire√ß√£o a orelha contornando-a por tr√°s, por√©m acima da linha do cabelo at√© a depress√£o p√≥stero-inferior do osso mast√≥ideo, retorna numa 2¬™ meia lua at√© o meio da testa, na linha vertical do olho, retorna mais uma vez pelo alto da lateral da cabe√ßa, formando uma 3¬™ meia lua, descendo atrav√©s do occipital pelo lado da nuca, passa pelo ponto mais alto do trap√©zio, contorna o ombro pela frente at√© abaixo do centro da axila, faz um ziguezague pelo meio da lateral do tronco at√© o quadril, desce pelo meio da lateral da coxa at√© a cabe√ßa da f√≠bula, continua pela perna sempre entre os meridianos do Est√īmago e Bexiga, passa √† frente do mal√©olo externo e desce pelo dorso do p√© at√© o √Ęngulo ungueal lateral do 4¬ļ artelho.

MERIDIANO DO F√ćGADO

Símbolo: F
Pontos: 14
Energia: YIN
Elemento: Madeira

Fun√ß√£o: Este meridiano √© de natureza Yin, acoplado ao meridiano da Ves√≠cula Biliar, que √© Yang. Recebe energia do meridiano da Ves√≠cula Biliar, e a transmite ao meridiano do pulm√£o. Comanda as m√ļltiplas fun√ß√Ķes do f√≠gado, em especial as relacionadas ao metabolismo, a sexualidade, os m√ļsculos e a acuidade visual. Atua sobre mol√©stias das partes inferiores do corpo. Relaciona-se com a irrita√ß√£o e a c√≥lera.

Filtra a raiva, √≥dio ou uma vontade muito grande reprimida. As duas principais fun√ß√Ķes do F√≠gado s√£o armazenar o sangue e ajudar todas as fun√ß√Ķes do corpo, espalhando o Ki. O F√≠gado tamb√©m controla os tend√Ķes e ligamentos, liberando o sangue para nutri√ß√£o dos mesmos, para que as juntas e os m√ļsculos funcionem bem. Esse sangue ir√° nutrir os olhos, que √© onde o F√≠gado desemboca. Durante o repouso, o sangue retorna ao F√≠gado.

AcupunturaUm bloqueio de Ki causa problemas relacionados a este √≥rg√£o ‚Äď dores, rigidez e irregularidade ‚Äď em muitas partes do corpo. A larga influ√™ncia do Ki do F√≠gado pode ser observada, ao se estudar o curso de seu meridiano.

O Fígado guia nosso destino; sua função é associada a planejamento e organização. Sua influência sobre os olhos não está relacionada apenas a boa visão, mas simbolicamente, ao bom senso e ao insight (perspicácia). Neste sentido, o Fígado recebe ajuda da Vesícula Biliar, que influencia o poder de decisão e julgamento. O Fígado possui a visão geral, enquanto a Vesícula se encarrega dos detalhes.

Frustra√ß√Ķes e dificuldades podem levar a raiva, a forte emo√ß√£o do F√≠gado. Utilizada adequadamente, ela pode superar obst√°culos e conduzir a solu√ß√Ķes criativas. As dificuldades n√£o resolvidas, por√©m, bloqueiam o Ki do F√≠gado, o que resulta em depress√£o. Irritabilidade e agress√£o gratuita surgem toda vez que as energias do elemento madeira, naturalmente expansivas, n√£o encontram v√°lvula de escape e se rebelam para cima, geralmente produzindo sintomas f√≠sicos como dor de cabe√ßa. Covardia, timidez e incapacidade de se desvencilhar de detalhes indicam fraqueza da Ves√≠cula Biliar.

Sinais patol√≥gicos: Flancos inchados e dolorosos, sensa√ß√£o de plenitude no peito, v√īmitos, diarr√©ia, an√ļria (aus√™ncia de urina na bexiga), h√©rnias, incha√ßo doloroso do escroto ou dos test√≠culos, doen√ßas genitais, lumbago, dores do bacinete da mulher (reservat√≥rio renal onde principiam os ureteres).

Trajeto: Come√ßa no √Ęngulo ungueal lateral do ded√£o, sobe pelo dorso do p√© at√© o √Ęngulo dos 1¬ļ e 2¬ļ metatarsianos, passa pela frente do mal√©olo interno e sobe medialmente a t√≠bia at√© atr√°s da cabe√ßa do osso, segue pela parte interna da coxa, cruza a virilha e abre no sentido da ponta da 12¬™ costela, convergindo para o centro do corpo, terminando aproximadamente a 3 dedos abaixo do mamilo.

MERIDIANOS EXTRAORDIN√ĀRIOS

Cada meridiano √© formado por um n√ļmero determinado de pontos que transmitem a energia em sentido e ordem sempre constantes. Existem v√°rios tipos de meridianos conforme a fun√ß√£o que desempenham (existem 59 meridianos para conduzir o fluxo de energia pelo corpo), sendo 14 considerados importantes, sendo 12 meridianos principais (como j√° vimos acima) e 2 meridianos Extras. Os demais, destitu√≠dos de pontos pr√≥prios, s√£o os Meridianos Virtuais que somente se manifestam nos estados patol√≥gicos e os Meridianos de Liga√ß√£o denominados de Vasos Secund√°rios, fazendo conex√£o entre os meridianos energ√©ticos principais, formando verdadeira rede energ√©tica entre si.

Os meridianos energéticos Extras denominados Vaso da Concepção e Vaso Governador são o relê que controla a fluidez da energia vital que percorre os meridianos energéticos principais.

Em termos estruturais, o c√©rebro representa o Vaso Governador (Sistema Nervoso), enquanto o √ļtero representa o Vaso da Concep√ß√£o.

Os meridianos de car√°ter energ√©tico Yin t√™m como principais fun√ß√Ķes fisiol√≥gicas formar e armazenar compostos nutritivos, enquanto que os meridianos de car√°ter energ√©tico Yang, t√™m como fun√ß√Ķes essenciais receber, digerir e absorver os nutrientes, transformando-os e excretando os dejetos.

MERIDIANO DO VASO GOVERNADOR

Símbolo: VG
Pontos: 28
Energia: YANG (ver a observação no trajeto deste meridiano).

AcupunturaFun√ß√£o: Tem o nome de Du-Mai, e tem duas fun√ß√Ķes principais que s√£o:
a) Governar e regular a energia de Yang do corpo;
b) Manter a resistência do corpo.
Relaciona-se com as fun√ß√Ķes do Sistema Nervoso Central.

Sinais patol√≥gicos: Quando este meridiano apresenta algum problema, haver√° espasmos e rigidez at√© com opist√≥tono (espasmo que obriga o doente a curvar-se para tr√°s, em virtude de forte contratura dos m√ļsculos dorsais). Os sintomas principais s√£o: dor nas costas; dor de cabe√ßa; convuls√£o; epilepsia; comportamento man√≠aco; hemorr√≥idas; h√©rnia; diurese; esterilidade; medos convulsivos em crian√ßas, doen√ßas febris.

Trajeto: Nasce entre o √Ęnus e a ponta do c√≥ccix, sobe pela linha central das costas sobre a coluna vertebral, segue pelo centro da nuca, contorna a cabe√ßa, passa entre as sobrancelhas, os olhos, centro do nariz, terminando na gengiva entre os dois dentes incisivos.

OBS: Embora este seja um meridiano Yang, observa-se que ele começa de baixo para cima, que é uma característica dos meridianos Yin. O meridiano do Vaso Governador é o primeiro meridiano a se formar no corpo humano. Ele se forma já nas primeiras 14 horas após a fecundação. Por essa razão, este meridiano tem essa característica especial. Embora ele termine seu trajeto descendo do alto da cabeça.

MERIDIANO DO VASO DA CONCEPÇÃO

Símbolo: VC
Pontos: 24
Energia: YIN

Fun√ß√£o: Tem o nome de Ren-Mai. Em chin√™s, ‚ÄúRen‚ÄĚ significa nascer e criar. Este meridiano liga-se a todos os meridianos de Yin. Por isso, chama-se ‚ÄúO mar dos meridianos Yin‚ÄĚ. Comanda os meridianos Yin, armazenando e distribuindo energias. Relaciona-se e age sobre as fun√ß√Ķes genito-urin√°rias (no seu segmento que vai do ponto 1 ao umbigo), a fun√ß√£o digestiva (do umbigo ao ap√™ndice xif√≥ide, no osso esterno), e a fun√ß√£o respirat√≥ria (da base do osso esterno ao queixo).

AcupunturaSinais patol√≥gicos: O desequil√≠brio de energia neste meridiano se evidenciar√° no homem sob forma de h√©rnia e c√≥licas abdominais, e na mulher como problemas nos √≥rg√£os genitais, leucorr√©ia (corrimento branco) e esterilidade. Al√©m desses, h√° ainda outros tipos de problemas tais como: dist√ļrbios na menstrua√ß√£o; impot√™ncia; epilepsia; espermatorr√©ia (ejacula√ß√£o involunt√°ria); infec√ß√£o na uretra; aborto.
Os pontos do meridiano do Vaso da Concepção são usados para tratamentos gastrintestinais, pulmonares e de garganta, e etc.

Juntamente com o Vaso Governador, este meridiano forma a chamada Pequena Circulação de Energia que desempenha um papel regulador na função da grande circulação de energia. Aqui se depositam os excessos energéticos da Grande Circulação, ou ao contrário, daqui partem os reforços nos estados de carência de energia.

Trajeto: Come√ßa no per√≠neo, entre o √Ęnus e os genitais, sobe em linha reta pelo centro da parte anterior do tronco, umbigo, osso esterno, pesco√ßo, queixo, terminando entre o l√°bio inferior e o queixo.

PONTOS

Ao longo dos meridianos encontra-se o que s√£o chamados em japon√™s de ‚ÄúTsubos‚ÄĚ (buracos). Esses Tsubos de pontos servem para condensar energia e permitem o contato e a atua√ß√£o sobre a energia dos meridianos de forma mais intensa. Os pontos s√£o uma porta aberta para a recep√ß√£o de est√≠mulos externos, como press√£o dos dedos, agulhas, queima de moxa e ventosas.

Como j√° vimos anteriormente, logo no in√≠cio de nossa apostila, para visualizarmos melhor, vamos comparar este sistema com os metr√īs urbanos subterr√Ęneos. Os pontos de shiatsu s√£o como as esta√ß√Ķes de embarque de passageiros que se ligam √† superf√≠cie.

Os meridianos seriam as linhas ou trilhos por onde passa o fluxo eletromagn√©tico, ou energia Ki. Em 1953, o Dr. Yoshio Nakatani desenvolveu um ‚ÄúOHM√ćMETRO‚ÄĚ sens√≠vel o bastante para ser usado como detector de pontos de acupuntura na superf√≠cie da pele. Quando analisados por fotografia microsc√≥pica, estes pontos detectados revelam a exist√™ncia de termina√ß√Ķes nervosas e de vasos sangu√≠neos e, n√£o s√£o encontrados onde o aparelho n√£o detecta estes pontos de acupuntura.

Estes pontos, quando ‚Äúdoentes‚ÄĚ, se encontram enrijecidos e sens√≠veis, devendo ser tratados para a melhora do quadro patol√≥gico. Conforme o desequil√≠brio de polaridade no corpo que impede o livre fluxo de energia Ki, determinamos respectivamente o aspecto Kyo (vazio) ou Jitsu (plenitude) de bloqueio. Quando o Ki flui bem distribu√≠do no corpo, este se encontra em estado de ‚Äúboa sa√ļde‚ÄĚ, mas se aparecem desequil√≠brios, logo se produzem Kyo e Jitsu em algumas partes do corpo entrando o organismo em estado patol√≥gico, para a medicina oriental.

Para a exata localiza√ß√£o dos pontos, deve-se levar em considera√ß√£o que o ponto tem superf√≠cie aproximada de 1 a 2 mil√≠metros quadrados. Quando o ponto √© sens√≠vel, a localiza√ß√£o √© mais f√°cil. Basta, portanto, apalpar suavemente o trajeto do meridiano at√© encontra-lo. Os pontos est√£o sempre localizados em depress√Ķes ou eleva√ß√Ķes √≥sseas, ou ainda em disposi√ß√Ķes musculares ou tendinosas. Tamb√©m s√£o descobertos atrav√©s de unidade de medida ‚ÄúCUN‚ÄĚ (dist√Ęncia).

O shiatsu funciona para prevenir o desequilíbrio energético. A energia fica bloqueada no corpo e é necessário facilitar o funcionamento normal do órgão. Como?

Quando a energia é bloqueada

Pode-se liberar a energia pela massagem profunda ou pressão profunda. Pressione o polegar profundamente e segure no ponto. Isso é uma sedação.

Quando o fluxo de energia est√° faltando

Para produzir o fluxo de energia, é necessário estimular o ponto. Desta vez, aplique toques leves, várias vezes, com os dedos na superfície dos pontos. Isto é uma tonificação.

ALGUNS PONTOS IMPORTANTES DE CADA MERIDIANO E SUAS INDICA√á√ēES
‚ÄúPULM√ÉO‚ÄĚ
  • P5: Localizado na dobra do cotovelo, lateral do tend√£o b√≠ceps braquial.
  • Indica√ß√£o: Dor de cabe√ßa (frontal); rigidez na nuca, tosse; asma; paralisia facial; dor no peito.
  • P9: Localizado na linha do pulso, sobre a art√©ria radial.
  • Indica√ß√£o: Asma; tosse; dor no peito e mamas; amidalite; dor no bra√ßo.
  • P11: Localizado no √Ęngulo ungueal lateral do polegar.
  • Indica√ß√£o: Amidalite; coma; derramamento de sangue no nariz; diarr√©ia infantil.
‚ÄúINTESTINO GROSSO‚ÄĚ
  • IG1: Localizado no √Ęngulo ungueal lateral do dedo indicador, pr√≥ximo ao polegar.
  • Indica√ß√£o: amidalite, dor de dentes; glaucoma; dor no ombro; dedos adormecidos.
  • IG4: Localizado no √Ęngulo formado pelo polegar e pelo indicador.
  • Indica√ß√£o: Dor de cabe√ßa; de dente; rinite; bronquite; gripe; ins√īnia; paralisia facial; nervosismo.
  • IG11: Localizado no √Ęngulo externo do cotovelo.
  • Indica√ß√£o: dores em geral; febre; press√£o alta; conjuntivite; problema de pele; hemiplegia.
  • IG15: Localizado na ponta do ombro (com o bra√ßo levantado, forma-se um buraco no ombro).
  • Indica√ß√£o: Bursite no ombro; hemiplegia; urtic√°ria; furunculose.
‚ÄúEST√ĒMAGO‚ÄĚ
  • E36: Localizado a 4 dedos abaixo da patela. Fica na depress√£o abaixo da cabe√ßa da t√≠bia.
  • Indica√ß√£o: Dor de est√īmago; disenteria; gastrite: epilepsia; paralisia facial; frigidez; impot√™ncia.
  • E45: Localiza-se no √Ęngulo ungueal lateral do 2¬ļ artelho, pr√≥ximo ao 3¬ļ dedo do p√©.
  • Indica√ß√£o: gengivite; paralisia facial; excesso de sonhos; comportamento man√≠aco; ansiedade.
‚ÄúBA√áO-P√āNCREAS‚ÄĚ
  • BP2 e BP3: localizados antes e depois da junta metatarso-falangeal do h√°lux pela face medial.
  • Indica√ß√£o: distens√£o e c√≥licas abdominais; lombalgia; gota; cansa√ßo no corpo; hemorr√≥idas.
  • BP6: localizado a 4 dedos acima do mal√©olo interno na borda interna do tornozelo.
  • Indica√ß√£o: dist√ļrbios nos √≥rg√£os genitais; impot√™ncia; frigidez; falta de apetite; incha√ßo da perna.
‚ÄúCORA√á√ÉO‚ÄĚ
  • C1: Localiza-se no oco da axila.
  • Indica√ß√£o: Dores no bra√ßo, ombro e peito; dor no cora√ß√£o; nevralgia; mau cheiro na axila.
  • C3: Localizado no √Ęngulo interno do cotovelo (ponta interna da dobra do cotovelo).
  • Indica√ß√£o: Dores de dente, cabe√ßa, nuca e antebra√ßo; torcicolo; zumbido; tremor nos bra√ßos.
  • C7: Localizado na linha do pulso, ao lado do tend√£o do dedo m√≠nimo
  • Indica√ß√£o: Ansiedade; Palpita√ß√£o; dor de cabe√ßa e tontura; ins√īnia; epilepsia; dor na garganta.
  • C9: Localizado no √Ęngulo ungueal do dedo m√≠nimo, pr√≥ximo ao anular.
  • Indica√ß√£o: Palpita√ß√£o; dor no peito; dor de garganta; AVE; coma.
‚ÄúINTESTINO DELGADO‚ÄĚ
  • ID3: Localiza-se na ponta da linha do cora√ß√£o quando fechamos o punho (ponta da dobra).
  • Indica√ß√£o: Dor nas costas; rigidez; dor na nuca; zumbido; surdez: epilepsia; transpira√ß√£o noturna.
‚ÄúBEXIGA‚ÄĚ
  • B54: Localiza-se no centro da dobra do joelho (cavo popl√≠teo).
  • Indica√ß√£o: Ci√°tico; lombalgia; paralisia da perna; dor no joelho; AVE; hipertranspira√ß√£o.
  • B60: Localiza-se entre o mal√©olo externo e o tend√£o calc√Ęneo, na borda superior do calc√Ęneo.
  • Indica√ß√£o: Dor de cabe√ßa; rigidez na nuca; lombalgia; ci√°tica; dor no c√≥ccix; dist√ļrbio no parto.
‚ÄúRINS‚ÄĚ
  • R1: Localizado na ruga plantar, quando da flex√£o dos artelhos.
  • Indica√ß√£o: Cefal√©ia parietal; tontura; fobias; ins√īnia; diabete; press√£o alta; convuls√£o infantil.
‚ÄúCIRCULA√á√ÉO E SEXUALIDADE‚ÄĚ
  • CS3: Localizado na dobra do cotovelo medial do tend√£o central.
  • Indica√ß√£o: Palpita√ß√£o; tosse; v√īmito; tremor nos bra√ßos; febre; coma.
  • CS6: Localiza-se a 2 dedos da linha do pulso, entre o r√°dio e a ulna.
  • Indica√ß√£o: Dor no cora√ß√£o; press√£o no peito; palpita√ß√£o; ansiedade; histeria; ins√īnia; solu√ßo.
  • CS8: Localiza-se na palma da m√£o entre as juntas do 3¬ļ e 4¬ļ metacarpos (no centro da m√£o).
  • Indica√ß√£o: Dor cora√ß√£o; sede; calor; anorexia; ansiedade; solu√ßo; depress√£o; pregui√ßa; cansa√ßo.
‚ÄúTRIPLO AQUECEDOR‚ÄĚ
  • TA5: Localiza-se a 2 dedos acima da dobra dorsal do pulso, entre o r√°dio e a ulna.
  • Indica√ß√£o: Cefal√©ia; dor na nuca; adormecimento e paralisia dos dedos; dor intercostal; surdez.
‚ÄúVES√ćCULA BILIAR‚ÄĚ
  • VB20: Localizado abaixo da base do occipital, fora da nuca, na margem do cabelo.
  • Indica√ß√£o: dor de cabe√ßa; dor na nuca; tontura; vertigem; hipertens√£o; enxaqueca; ins√īnia.
  • VB38: Localiza-se a 4 polegadas acima do mal√©olo externo, fora da t√≠bia, em cima do per√īnio.
  • Indica√ß√£o: Enxaqueca; espasmo muscular; sensa√ß√£o de frio na regi√£o lombar.
‚ÄúF√ćGADO‚ÄĚ
  • F3: Localizado no dorso do p√©, no √Ęngulo formado pelo 1¬ļ e 2¬ļ metatarsianos.
PONTOS ASSOCIADOS

Tamb√©m conhecidos por pontos de ASSENTIMENTO. Localizam-se ao longo do meridiano da bexiga, nas costas, entre os processos transversos das v√©rtebras, de ambos os lados. Tradicionalmente temos 12 pontos Associados ‚Äď cada um dos 12 meridianos principais tem o seu. Uma sensibilidade maior em um desses pontos pode ser sinal de algum desequil√≠brio na energia do meridiano correspondente.

Observe que os pontos Associados apresentam uma rela√ß√£o anat√īmica com o sistema nervoso aut√īnomo ‚Äď que atua sobre ‚Äď e regula o funcionamento dos √≥rg√£os do corpo humano. Os pontos Associados s√£o classicamente utilizados para a seda√ß√£o, e os pontos de Alarme, situados na parte da frente do corpo, para a tonifica√ß√£o. Ali√°s, sendo as costas de natureza Yang, e o t√≥rax de natureza Yin, em geral, Shiatsu nas costas apresenta uma qualidade mais sedativa, e no Hara mais tonificante.

PONTOS DE ALARME

Localizam-se no t√≥rax e no abd√īmen.Tornam-se espontaneamente sens√≠veis quando as fun√ß√Ķes dos meridianos a eles relacionados apresentam alguma altera√ß√£o. N√£o √© necess√°rio verificar todos os pontos de Alarme ‚Äď basta utilizar aqueles que sirvam para testar as observa√ß√Ķes colhidas nas formas de diagn√≥stico t√≠picas do Zen Shiatsu (zonas reflexas do Hara e das costas, alongamento dos meridianos).

LOCALIZAÇÃO DOS PONTOS

E25  - 2 tsu‚Äôen ao lado do umbigo.

P1    - 1,5 tsu‚Äôen abaixo do meio da clav√≠cula.

F13  - 2 tsu‚Äôen na extremidade da 11¬™ costela.

VC4  - 3 tsu‚Äôen abaixo do umbigo.

F14 - 2 tsu’en na linha do mamilo, entre a 6ª e 7ª costela.

VC5  - 2 tsu‚Äôen abaixo do umbigo.

VB23- 1 tsu’en abaixo da prega da axila.

VC7  - 1 tsu‚Äôen abaixo do umbigo.

VB24- 2 tsu’en na linha do mamilo, abaixo do F14.

VC12- 4 tsu’en acima do umbigo.

VB25- 2 tsu’en na extremidade da 12ª costela.

VC14- 2 tsu’en abaixo do apêndice xifóide.

VC3  - 4 tsu‚Äôen abaixo do umbigo

VC15- 1 tsu’en abaixo do apêndice xifóide.

1 tsu‚Äôen acima do p√ļbis (borda superior)

VC17- 1 tsu’en na linha dos mamilos.

CIRCULAÇÃO DE ENERGIA

Os chineses acreditam que a existência de energia cíclica no organismo humano produz a vida. Esta energia distribui-se harmonicamente pelos corpos, sulcando-os de forma regular.

Cada órgão do corpo, ou seja cada parte individualmente, na sua hora, recebe sua cota de energia. Para que a energia consiga esse intento, é necessário que esta disponha do homem como instrumento de ação, sendo este o meio e o fim, que atua como transformador de energia.

N√£o nos referimos aos √≥rg√£os mas sim sas suas proje√ß√Ķes ao n√≠vel da pele, sendo estes chamados de meridianos, como j√° vimos anteriormente.

Ao longo das vinte e quatro horas que comp√Ķem o dia, temos tr√™s ciclos completos de energia ao longo do corpo. Cada ciclo recebe energia e torna-se o dono do hor√°rio por duas horas por dia.

ASSIM S√ÉO DISTRIBU√ćDOS

MERIDIANO

CICLO em Horas

PULMÃO

03 às 05

INTESTINO GROSSO

05 às 07

EST√ĒMAGO

07 às 09

BA√áO-P√āNCREAS

09 às 11

CORAÇÃO

11 às 13

INTESTINO DELGADO

13 às 15

BEXIGA

15 às 17

RINS

17 às 19

CIRCULAÇÃO E SEXUALIDADE

19 às 21

TRIPLO-AQUECEDOR

21 às 23

VES√ćCULA-BILIAR

23 às 01

F√ćGADO

01 às 03

TEORIA DOS CINCO ELEMENTOS

Originalmente na China, designa-se os cinco elementos de Wu-Hsing; sendo que Wu significa cinco e Hsing, andar. Os cinco elementos (a Madeira, o Fogo, a Terra, o Metal e a √Āgua) s√£o, na realidade, os cinco elementos b√°sicos que constituem a natureza. Existe entre eles uma interdepend√™ncia e uma inter-restri√ß√£o que determinam seus estados de constante movimento e muta√ß√£o.

A teoria dos cinco elementos ocupa um lugar importante na terapia chinesa, porque todos os fen√īmenos dos tecidos e √≥rg√£os, da fisiologia e da patologia do corpo humano, est√£o classificados e s√£o interpretados pelas inter--rela√ß√Ķes desses elementos. Essa teoria √© usada como guia na pr√°tica terap√™utica.

DISTRIBUIÇÃO DAS COISAS PARA OS CINCO ELEMENTOS

O organismo humano é regido pelo mesmo princípio da natureza. Assim sendo, os fatores da natureza exercem certa influência nas atividades fisiológicas do ser humano. Este fato se manifesta não só na dependência como na adaptação do homem ao seu meio ambiente.

A terapia chinesa tradicional constatou essa realidade e, de acordo com ela, fez a correla√ß√£o entre a fisiopatologia dos √≥rg√£os e tecidos e alguns fen√īmenos da natureza.

CLASSIFICAÇÃO DOS CINCO ELEMENTOS NO CORPO HUMANO E NA NATUREZA

MADEIRA

FOGO

TERRA

METAL

√ĀGUA

√ďRG√ÉO

Olhos

Lingua

Boca

Nariz

Ouvidos

√ďRG√ÉO

F

C

BP

P

R

V√ćSCERA

VB

ID

E

IG

B

SENTIDO

Vis√£o

Fala

Gustação

Olfato

Audição

TECIDO

M√ļsculo

Vascular

Conjuntivo

Pele e Pêlos

Osso

SECREÇÃO

L√°grima

Suor

Saliva

Catarro

Urina

EXPRESSÃO

Grito

Riso

Canto

Pranto

Suspiro/gemido

SENTIMENTO

Reatividade

Alegria

Reflex√£o 

Ansiedade

Med

PSIQUISMO

Espírito

Vitalidade

Idéias

Subconsciente

Vontade

DIREÇÃO

Leste

Sul

Centro

Oeste

Norte

ESTAÇÃO

Primavera

Ver√£o

Início e fim
de ver√£o

Outono

Inverno

CLIMA

Vento

Calor

Umidade

Secura

Frio

COR

Verde

Vermelho

Amarelo

Branco

Escuro
preto

SABOR

Azedo

Amargo

Adocicado

Picante
apimentado

Salgado

ODOR

Rançoso

Queimado

Perfumado

C√°rneo

P√ļtrido

CARNE

Frango

Carneiro

Boi

Cavalo

Porco

AS RELA√á√ēES DE GERA√á√ÉO E DE INIBI√á√ÉO DOS CINCO ELEMENTOS

A no√ß√£o de gera√ß√£o envolve o processo de produzir, crescer e promover. Seguindo essa ordem, a madeira gera o Fogo, o Fogo gera a Terra, a Terra gera o Metal, o Metal gera a √Āgua e a √Āgua gera Madeira.

Com base nos conhecimentos gerais é fácil entender que a Madeira, por sua combustão, é capaz de gerar o Fogo, assim como promover sua intensidade.

Ap√≥s a combust√£o da Madeira, restam as cinzas, que s√£o incorporadas a Terra. Ao longo dos anos, a Terra, sob o efeito de grandes press√Ķes, produz os Metais. E dos metais e rochas brotam as fontes de √°gua. Por outro lado, a √Āgua d√° vida aos vegetais e, gerando a Madeira, fecha o ciclo da natureza. A esse tipo de relacionamento, onde cada elemento gerado d√° exist√™ncia a outro elemento, os antigos denominavam rela√ß√£o M√£e-Filho. M√£e √© o elemento que gera o elemento em quest√£o, no caso Filho. Assim, a √Āgua √© M√£e da Madeira, e esta √© Filha da √Āgua.

Outro relacionamento entre os Cinco Elementos é o da inibição que traz implícita a idéia de combate, restrição e controle.

A ordem dessa rela√ß√£o √© que a Madeira inibe a Terra, a Terra inibe a √Āgua, a √Āgua inibe o Fogo, o Fogo inibe o Metal e o Metal inibe a Madeira.

Na concepção antiga sobre a natureza, o Metal tem a capacidade de cortar a Madeira, e, além disso, as rochas no solo podem impedir o crescimento da raiz das árvores (Madeira). A Madeira cresce absorvendo os nutrientes da Terra, empobrecendo-a, e as raízes das árvores, quando muito longas, perfuram e racham a Terra.

A terra , por seu lado, impede que a √Āgua se espalhe, absorvendo-¬™ Que a √Āgua possa inibir o Fogo √© muito compreens√≠vel. O Fogo inibe o Metal, pois o Metal √© derretido pelo Fogo.

No relacionamento de inibição, há duas facetas que apresentam também um aspecto direto e outro indireto. Por exemplo: a Madeira é inibida pelo Metal, mas ele inibe a Terra. Nesse relacionamento de inibição, entre os Cinco Elementos ainda existe inter-relacionamento direto ou indireto entre eles. Assim, pode haver uma contra-inibição, na qual o inibidor pode ser inibido.

Por exemplo, normalmente a √Āgua √© inibidora do Fogo, mas se este se apresentar intenso e a √Āgua em po√ßa quantidade, haver√° uma inibi√ß√£o da √Āgua. Todas essas rela√ß√Ķes s√≥ se objetivar√£o sob certas condi√ß√Ķes. Desta maneira, para gerar, h√° necessidade de que o elemento n√£o se encontre em defici√™ncia. Para inibir, √© necess√°rio que esteja numa boa condi√ß√£o energ√©tica.

Na terapia chinesa, a teoria dos Cinco Elementos e suas inter-rela√ß√Ķes aplicam-se √† fisiopatologia das doen√ßas.

APLICA√á√ÉO DA TEORIA DOS CINCO ELEMENTOS NOS V√ĀRIOS SISTEMAS DO ORGANISMO

Os √≥rg√£os do corpo humano podem ser classificados conforme os Cinco Elementos. H√° mais de 2.600 anos j√° havia descri√ß√Ķes precisas nesse sentido no livro do imperador amarelo. O conceito de √≥rg√£o, de v√≠sceras, assim como seus inter-relacionamentos segundo a Teoria dos Cinco Elementos, √© um lado emp√≠rico da terapia chinesa.

O cora√ß√£o, por exemplo, √© de Fogo; sua M√£e √© o F√≠gado (Madeira) e seu Filho √© o Ba√ßo-P√Ęncreas, que √© de Terra. No caso de o Cora√ß√£o estar enfraquecido, devemos fortalece-lo ou ent√£o tonificar o F√≠gado, sua M√£e. Se o Cora√ß√£o est√° excessivamente energ√©tico, devemos diminuir a sua energia, ou a raz√£o de ser mesmo em nossos dias. Sabemos que, em muitas situa√ß√Ķes, o Pulm√£o pode ajudar a fun√ß√£o dos Rins; como no caso do controle do √°cido b√°sico do organismo.

O F√≠gado, ao fornecer glicose, fornece tamb√©m energia vital ao trabalho do mioc√°rdio. Os √≥rg√£os supra-renais atuam na convers√£o do glicog√™nio em glicose pelo F√≠gado. Assim, o F√≠gado inibe o Ba√ßo-P√Ęncreas, porque o Cora√ß√£o necessita de oxig√™nio do Pulm√£o que, por sua vez, necessita da energia gerada pelo F√≠gado. Nessas situa√ß√Ķes, o volume sangu√≠neo necess√°rio ao F√≠gado e fornecido, em parte, pelo Ba√ßo.

Desse modo, o desequilíbrio que atinge um determinado órgão pode ter sua causa em outro órgão; da mesma forma, um desequilíbrio energético do organismo pode propagar-se ou mesmo transformar-se em outro tipo de desequilíbrio.

O estudo e a ado√ß√£o da Teoria dos Cinco Elementos e das correla√ß√Ķes entre desequil√≠brios energ√©ticos do organismo podem servir como guias seguros no tratamento e controle dos efeitos e propaga√ß√£o de determinados desequil√≠brios para outras partes do corpo. Assim, o processo de tratamento √© mais r√°pido e a melhora mais c√©lere.

DIAGN√ďSTICOS NO ZEN SHIATSU

A palavra diagn√≥stico no Zen Shiatsu n√£o √© usada em refer√™ncia a doen√ßas e sintomas, ma a qualidade (Kyo ou Jitsu) da energia de cada uma dos meridianos. N√£o estamos, enfim, procurando enfermidades espec√≠ficas, mas trabalhando com as bases da exist√™ncia do cliente ‚Äď seu sistema energ√©tico. Para realizarmos corretamente esse diagn√≥stico necessitamos n√£o s√≥ de conhecimento, mas tamb√©m de sensibilidade de percep√ß√£o, intui√ß√£o e muita pr√°tica.

Na terapia oriental, temos quatro métodos de diagnose:

  1. Bo-Shin ‚Äď √Č o diagn√≥stico geral atrav√©s da observa√ß√£o visual. Come√ßa no instante em que entramos em contato com o cliente. Postura, atitude, cor, express√£o da face, express√£o f√≠sica, tudo que pode ser percebido visualmente √© levado em conta;
  2. Bun-Shin ‚Äď Diagn√≥stico atrav√©s de sons. Tom de voz, ru√≠dos do funcionamento org√Ęnico (respira√ß√£o, circula√ß√£o, digest√£o) ‚Äď a audi√ß√£o √© o canal de percep√ß√£o utilizado no bun-shin;
  3. Mon-Shin ‚Äď Diagn√≥stico atrav√©s de perguntas. Conversando com o cliente, conhecendo seu estilo de vida, seus problemas f√≠sicos e emocionais, que √°reas do corpo ele sente mais tensas, etc., nos ajuda a compreender seus poss√≠veis desequil√≠brios energ√©ticos. Em mon-shin temos que observar as rea√ß√Ķes do cliente enquanto ele fala, e aprender a ouvir o que ele ‚Äún√£o diz‚ÄĚ;
  4. Setsu-Shin ‚Äď Diagn√≥stico atrav√©s do toque. No setsu-shin, quando tocamos uma √°rea compreendemos o funcionamento do corpo como um todo. E n√£o apenas a √°rea tocada.

No shiatsu, setsu-shin √© o diagn√≥stico definitivo ‚Äď o mais importante, j√° que est√° integrado √† pr√≥pria aplica√ß√£o da t√©cnica. As principais formas setsu-shin no Zen Shiatsu s√£o o diagn√≥stico-terapia da √°rea abdominal, ou Hara (Ampuku) e o diagn√≥stico dos meridianos (atrav√©s de toques e alongamentos).

No shiatsu, diagn√≥stico e tratamento se confundem ‚Äď s√£o uma coisa s√≥. Quando pressionamos determinada √°rea no Hara, por exemplo, a estamos tratando e diagnosticando ao mesmo tempo.

Tratamento √© diagnose, diagnose √© tratamento. Na verdade, o diagn√≥stico consiste na observa√ß√£o criteriosa do cliente durante a aplica√ß√£o da t√©cnica. Como determinada √°rea reage a press√£o, seu grau de rigidez, de sensibilidade, se o corpo se contrai com o toque, o cheiro que exala, etc. ‚Äď tudo √© analisado dentro de um contexto. O diagn√≥stico ent√£o se aprofunda enquanto vamos trabalhando e respondendo √†s necessidades do corpo do cliente.

AMPUKU (DIAGN√ďSTICO-TERAPIA DO HARA)

A import√Ęncia do Hara √© bem definida por Toudou Yoshimasu, mestre em medicina oriental: ‚ÄúHara √© a fonte de energia Ki. Todas as doen√ßas prov√™m dessa √°rea. Da√≠, tudo pode ser percebido atrav√©s da diagnose do Hara‚ÄĚ.

No Ampuku (diagn√≥stico-terapia do Hara), as press√Ķes utilizadas t√™m caracter√≠sticas comuns √†s normalmente empregadas no Zen Shiatsu ‚Äď s√£o firme, cont√≠nuas, suaves e profundas. Atrav√©s desse tipo de press√£o, qualquer dor existente gradualmente diminuir√° e cessar√°. Dessa forma se realiza a fun√ß√£o terap√™utica do toque (dispers√£o da dor) e podemos sentir com maior clareza as condi√ß√Ķes de √°rea trabalhada.

Utilizamos as duas m√£os. A palma de uma (a da m√£o base, ou ‚Äúm√£e‚ÄĚ) d√° o suporte para o trabalho da outra (m√£o ‚Äúlivre‚ÄĚ). A m√£o ‚Äúm√£e‚ÄĚ mant√©m o cliente relaxado e nos permite sentir as rea√ß√Ķes provocadas pelas press√Ķes exercidas pela m√£o ‚Äúlivre‚ÄĚ. Qualquer desconforto ou dor ocasionada por uma determinada press√£o provocar√° uma contra√ß√£o na regi√£o do Hara ‚Äď uma tentativa autom√°tica do corpo de se ‚Äúfechar‚ÄĚ para se proteger da intrus√£o inc√īmoda. Essa contra√ß√£o √© facilmente sentida pela m√£o ‚Äúm√£e‚ÄĚ.

J√° a m√£o ‚Äúlivre‚ÄĚ utiliza a polpa dos tr√™s dedos (indicador, m√©dio e anular), que juntos exercem uma press√£o de cerca de 5 segundos para cada √°rea ‚Äď ou mais, dependendo de seu estado. Essas √°reas refletem o estado dos meridianos. Pelas condi√ß√Ķes de determinada da √°rea podemos concluir se a energia do meridiano correspondente est√° Kio, Jitsu ou equilibrada.

KIO E JITSU

Kio √© a condi√ß√£o de car√™ncia de energia, Jitsu a de excesso. Quando a pessoa est√° saud√°vel, a energia flui livremente pelos seus meridianos. Qualquer desequil√≠brio, por menor que seja (uma noite mal dormida, comida impr√≥pria, uma discuss√£o) nos afeta em nossa totalidade ‚Äď corpo, mente, sistema energ√©tico. O sistema energ√©tico representa a ess√™ncia de nossa exist√™ncia. Nele os desequil√≠brios se manifestam sob a forma de estagna√ß√Ķes de energia nos meridianos. Nessas estagna√ß√Ķes, alguns meridianos se encontram ‚Äúsobrecarregados‚ÄĚ (Jitsu) e outros ‚Äúesvaziados‚ÄĚ, com pouca energia (Kio).

O HARA

Para os japoneses, o Hara, ou abd√īmen, significa muito mais do que apenas uma √°rea do corpo. Os japoneses acreditam que o esp√≠rito vital reside no Hara, mais especificamente num ponto um pouco abaixo (a largura da m√£o) do umbigo, conhecido como ‚ÄúTan-Den‚ÄĚ. No Jap√£o, Hara descreve a qualidade de energia de uma pessoa ‚Äď voc√™ pode ter um ‚Äúbom Hara‚ÄĚ ou um ‚Äúmau Hara‚ÄĚ, e matar-se √© matar o Hara ‚Äď ‚ÄúHara kiri‚ÄĚ. O shiatsu aplicado ao Hara, chamado Ampuku, √© uma arte curativa muito antiga ‚Äď muito mais do que o pr√≥prio shiatsu, e exige anos de treinamento. Para um terapeuta experiente de Ampuku, √© poss√≠vel tratar e melhorar doen√ßas graves trabalhando apenas o Hara. √Č no Hara que ocorrem todos os processos vitais dos sistemas de sustenta√ß√£o do corpo, e onde pode ser contatada cada uma das fun√ß√Ķes dos meridianos.

Porque, como o p√© na reflexologia, o Hara pode ser mapeado em zonas reflexas, que refletem o estado de todas as fun√ß√Ķes do corpo. Assim, seu trabalho no Hara √© parte essencial do tratamento e, com a aquisi√ß√£o de experi√™ncia, pode tornar-se uma ajuda valiosa ao diagn√≥stico. Teoricamente, o Hara deve estar macio e relaxado acima do umbigo, e cheio e firme abaixo dele; mas, na pr√°tica, o Hara do homem ocidental m√©dio √© bem o contr√°rio. Vida sedent√°ria, maus h√°bitos alimentares e falta de aten√ß√£o √† respira√ß√£o e √† postura, contribuem para condi√ß√Ķes universalmente debilitadas no Hara inferior e no Tan-Den, enquanto o stress mental e emocional leva √† tens√£o do diafragma, e assim a um Hara superior igualmente enrijecido.

Embora voc√™ n√£o seja ainda capaz de diagnosticar essas condi√ß√Ķes pelo tato, pode, entretanto, assumir que o Hara inferior est√° fraco, trabalhando primeiramente no seu fortalecimento com uma press√£o intensa, gradual e tonificante antes de prosseguir para o Hara superior. Essa parte deve ter relaxado durante seu trabalho na defici√™ncia nas regi√Ķes inferiores, e voc√™ ser√° capaz de aplicar uma press√£o mais forte. Quando o Ampuku √© feito de forma adequada e cuidadosa, constitui-se a experi√™ncia mais relaxante e confortante que se pode imaginar, beneficiando e equilibrando todas as fun√ß√Ķes f√≠sicas. O Ampuku √© bom em especial para os problemas abdominais e, acima de tudo, para as costas. Se seu cliente est√° sofrendo de alguma dor nas costas, trabalhe completamente o Hara, sobretudo na √°rea reflexa para o meridiano da Bexiga, antes de trabalhar nas pr√≥prias costas. Embora essa informa√ß√£o ser uma grande verdade, verificamos em nossos atendimentos no CECTH, que tamb√©m conseguimos √≥timos resultados trabalhando nas costas primeiro, e depois no abd√īmen.

PULSOLOGIA

EXAME F√ćSICO E PULSOLOGIA

O exame físico é semelhante ao que se faz na medicina moderna. No entanto, a pulsologia difere do exame físico convencional.

M√ČTODOS PARA AVALIAR O PULSO

A m√£o do cliente deve estar com a palma virada para cima em semi-extens√£o, em repouso, sobre a m√£o do terapeuta. O terapeuta usar√° os tr√™s dedos (indicador, m√©dio e anular) da m√£o direita para apalpar (examinar) o pulso (radial) da m√£o esquerda do cliente, e usar√° os mesmos tr√™s dedos da m√£o esquerda para examinar o pulso da m√£o direita do cliente. O dedo m√©dio deve apalpar a art√©ria radial na linha da protuber√Ęncia do processo estil√≥ide. O dedo indicador deve ser colocado distalmente ao dedo m√©dio, apalpando a art√©ria ao n√≠vel da prega do punho, enquanto o dedo anular sente a art√©ria proximalmente ao dedo m√©dio, cerca de 1 a 2 cm acima, de forma que a dist√Ęncia entre o dedo indicador e o anular seja aproximadamente 1,9 polegada (1 polegada √© igual a dist√Ęncia interfalangeana distal e medial do dedo m√©dio do cliente). Quanto √† nomenclatura, a onda do pulso apalpado sob o dedo indicador √© a onda Tsu‚Äôen. A onda do pulso sob o dedo m√©dio √© o Quan e, sob o anular, √© o Tshien (tabela 1).

A força com que se apalpa o pulso poderá ter diferentes intensidades, isto é: leve, forte ou intermediária. Cada uma delas revelará determinados detalhes sobre o estado dos meridianos examinados, através das ondas de pulsação.

RELAÇÃO ENTRE A POSIÇÃO DO PULSO E OS DIFERENTES MERIDIANOS DO ORGANISMO

Baseados na observação milenar da medicina chinesa sabemos que cada pulso tomado possui características próprias e se relaciona com determinado meridiano.

Devido a divergências de opinião quanto à correlação pulso-meridiano, surgiram, ao longo dos anos, diferentes teorias sobre o assunto. No entanto, a maioria dos especialistas em pulsologia concorda quanto o seguinte:

TABELA 1

LOCALIZAÇÃO

PULSO

MERIDIANO

ESQUERDO

Tsu’em

C, CS, IG

Quan

F, VB

Tshi

R, B

DIREITO

Tsu’en

P, IG

Quan

BP, E

Tshi

R (supra-renal)*,  Min-Men**(resist√™ncia)

* Supra-renal: corresponde ao sistema endócrino.
** Min-Men: indica a resistência do organismo.

AS VARIA√á√ēES E OS SIGNIFICADOS DO PULSO

O pulso forma-se pelo fluxo sanguíneo ejetado a cada sístole ventricular do coração. Ele se produz quando esse fluxo passa com velocidade no interior da artéria dilatando suas paredes. De acordo com a velocidade, ritmo, intensidade e características ondulatórias desses fluxos sanguíneos definem-se os diferentes tipos de pulso.

S√£o considerados pulsos regulares os que apresentam intensidade e velocidade moderada, caracter√≠sticas nem muito duras nem muito moles, e podem variar conforme a faixa et√°ria e as altera√ß√Ķes clim√°ticas.

Em relação à velocidade, o pulso pode ser lento ou rápido. Quanto ao ritmo, rítmico ou arrítmico. Os pulsos rítmicos podem ainda ser regulares ou alternantes. Quanto à intensidade, fortes ou fracos. Quanto à amplitude, superficiais ou profundos. Quanto ao aspecto ondulatório, largos ou finos, duros ou moles.

Com base no que foi exposto, podemos destacar dezesseis tipos de pulsos:

CLASSE

TIPO

ASPECTO ONDULAT√ďRIO

SIGNIFICADO

 

 

Superficial

Palpando-se levemente o pulso j√° se evidencia com nitidez a onda, como se estivesse na pele.

Doença externa, síndrome superficial

 

 

Largo

O pulso é cheio e forte, amplo, com início cheio, mas desaparece no fim.

Excesso de Yang e muito calor.

SUPERFICIAL

Suave

√Č superficial e mole, suave e fino.

Síndrome de deficiência a umidade.

 

 

 

 

Corda

Retilíneo e forte. A onda no pulso bate no dedo como uma corda de violão.

Doença do Fígado, hipertensão e algias, malária.

 

 

 

 

Não se evidencia com o apalpar superficial ou moderado, mas é nítido quando se apalpa mais intensa e profundamente.

Síndrome profunda ou má circulação de energia.

PROFUNDO

Profundo

 

 

Lento

Se houver três pulsos ou menos durante um ciclo respiratório do terapeuta.

Síndrome do frio e deficiência de energia.

 

 

Moderado

Em torno de quatro pulsos numa respiração; intensidade e profundidade moderadas.

Normal ou síndrome da umidade.

LENTO

Irregular

√Č fino, lento e curto, como se o sangue tivesse dificuldade de passar pelo local.

Exaustão, má circulação de energia e/ou sanguínea.

 

 

Arrítmico

H√° aus√™ncia ou varia√ß√Ķes de pulso sem uma ordem fixa.

Excesso de Yin. Dist√ļrbios card√≠acos.

 

 

R√°pido

Há entre seis a sete pulsos numa respiração.

Síndrome do calor e febre.

R√ĀPIDO

Aquecido

Pulso rápido, porém com ausência de pulso entre um e outro.

Excesso de Yang, √ļmido e quente, dor local.

 

 

Apertado

Pulso forte, com uma corda tensa.

Síndrome do frio e dor.

 

 

Fraco

Apalpando-se moderadamente ou com força, sente-se a ausência de força no pulso.

Síndrome de deficiência de energia e de Yang.

DEFICIÊNCIA

Fino

O pulso é fino como um fio.

Síndrome de deficiência Yin e do sistema sanguíneo.

 

 

Forte

Sente-se o pulso forte e cheio em todos os tipos de apalpação.

Síndrome de excesso energético.

FORTE

Liso

O pulso √© liso como se  escorregasse. O fluxo tamb√©m √© maior.

Abund√Ęncia de secre√ß√£o, expectora√ß√£o, edema, gravidez.

DIAGN√ďSTICO PELA L√ćNGUA

O detalhado exame do √≥rg√£o torna mais precisas √† descoberta e o tratamento de enfermidades. Se na sua primeira consulta com um acupunturista ele pedir para voc√™ mostrar a l√≠ngua, n√£o estranhe nem pense que √© coisa para crian√ßa. Esse exame √© fundamental no diagn√≥stico da medicina tradicional chinesa. Por ser o √ļnico √≥rg√£o interno que pode ser visualizado, a l√≠ngua mostra o que acontece dentro do corpo.

A l√≠ngua est√° relacionada a muitos canais de energia do corpo, chamados meridianos. ‚ÄúPor isso, ela reflete o funcionamento de diversos √≥rg√£os‚ÄĚ. Cada caracter√≠stica, como tamanho, cor, rachaduras, saburra (l√≠quido branco) e pregas nas bordas, corresponde a uma defici√™ncia do organismo. As regi√Ķes da l√≠ngua onde essas altera√ß√Ķes aparecem tamb√©m informam qual o √≥rg√£o afetado.

CADA REGIÃO CORRESPONDE A UMA PARTE DO CORPO

‚ÄúA ponta da l√≠ngua est√° relacionada ao cora√ß√£o; o centro, ao ba√ßo e ao est√īmago; as laterais, ao f√≠gado; √† parte junto √† garganta, aos rins‚ÄĚ. A l√≠ngua dificilmente demonstra sintomas falsos. ‚ÄúO exame da l√≠ngua √© um √≥timo instrumento para confirmar um diagn√≥stico‚ÄĚ.

A correta avalia√ß√£o do organismo pelo exame da l√≠ngua depende, por√©m, de outros fatores. ‚ÄúEle n√£o substitui a anamnese (hist√≥rico do paciente) nem os outros exames f√≠sicos‚ÄĚ.

AS DIFERENTES CARACTER√ćSTICAS
  • Saburra ‚Äď √Č o l√≠quido que se concentra na l√≠ngua. Deve ser fina e transparente. Tanto a concentra√ß√£o como a falta dessa subst√Ęncia representam problemas. Quando amarela, indica doen√ßas nas vias respirat√≥rias.
  • Cor ‚Äď Deve ser rosada, nem t√£o vermelha, nem t√£o p√°lida. Quando fica roxa, √© sinal de que a energia n√£o est√° circulando bem no organismo ou que a pessoa sofre de raiva contida.
  • Tamanho ‚Äď Varia de acordo com cada pessoa. Disfun√ß√Ķes no organismo, por√©m, provocam mudan√ßas de medida. Quando o est√īmago est√° sobrecarregado, por exemplo, o √≥rg√£o fica mais grosso.
PULSO DEMONSTRA SAÚDE E DOENÇA

A medição do pulso é muito usada no diagnóstico da medicina chinesa e qualquer alteração no organismo interfere na pulsação da artéria radial (do punho).

Por isso, o acupunturista mede o pulso antes, durante e ap√≥s a aplica√ß√£o das agulhas. Assim, fica sabendo o que deve ser estimulado, se as agulhas foram bem aplicadas e se o cliente vai melhorar. ‚ÄúO pulso mostra o que est√° acontecendo e o que vai acontecer‚ÄĚ.

Existem 16 tipos de pulsa√ß√£o, como forte, fraca, sinuosa ou larga. A medi√ß√£o √© feita em tr√™s regi√Ķes diferentes. Como na l√≠ngua, cada uma representa uma parte do corpo. ‚ÄúCom o exame do pulso, √© poss√≠vel fazer um tratamento localizado. Saber exatamente a √°rea de uma disfun√ß√£o. Demonstra at√© se uma infec√ß√£o ataca o pulm√£o direito ou o esquerdo‚ÄĚ.

OUTRAS FORMAS DE DIAGN√ďSTICOS

O diagn√≥stico da qualidade energ√©tica dos meridianos deve ser feito considerando o corpo de uma forma ampla. No Zen Shiatsu, para chegarmos a uma conclus√£o precisamos observar o corpo todo, colher dados das diversas maneiras de diagnose que temos a nossa disposi√ß√£o e confrontar os resultados de nossas observa√ß√Ķes.

Comparando o mapa das zonas reflexas do Hara com as ilustra√ß√Ķes dos sistemas digestivo, urin√°rio e circulat√≥rio, notamos que certas zonas reflexas apresentam uma vincula√ß√£o anat√īmica mais aparente do que outras. No Zen Shiatsu trabalhamos o Hara baseados nas zonas reflexas. No entanto, devemos estar conscientes da disposi√ß√£o anat√īmica dos √≥rg√£os na cavidade abdominal. Essa consci√™ncia aprimora e enriquece nosso diagn√≥stico.

Al√©m do Hara e dos alongamentos dos meridianos, a observa√ß√£o das zonas reflexas das costas √© particularmente importante no processo de diagnose. Podemos tamb√©m conferir nossas conclus√Ķes verificando o estado de certos ‚ÄúTsubos‚ÄĚ no corpo ‚Äď em especial os pontos Associados e os pontos de Alarme.

√ĀREAS REFLEXAS DAS COSTAS

Essas √°reas reflexas se baseiam largamente na disposi√ß√£o anat√īmica dos √≥rg√£os. Seu conhecimento nos permite relacionar aos meridianos e fun√ß√Ķes org√Ęnicas, regi√Ķes tensas ou sens√≠veis que venhamos a localizar nas costas durante a aplica√ß√£o do Shiatsu. S√£o especialmente √ļteis na pr√°tica do Zen Shiatsu ‚Äď onde utilizamos o ‚Äúcalcanhar‚ÄĚ das m√£os, trabalhando mais com √°reas do que com pontos.

DIAGN√ďSTICO DA COLUNA

Desvios, tens√Ķes ou calombos localizados ao longo da coluna podem ter rela√ß√£o com um mau funcionamento do √≥rg√£o correspondente a √°rea afetada. Uma maneira simples de observ√°-la √© correr os dedos ao longo de toda sua extens√£o, exercendo suave press√£o. Utilizamos os dedos indicador e m√©dio, um de cada lado da coluna, num movimento cont√≠nuo de cima para baixo ‚Äď e ficamos atentos a qualquer irregularidade.

Precisamos aprender a ordem da coluna vertebral. A partir do cr√Ęnio, encontramos sete v√©rtebras cervicais. Como duas permanecem dentro do cr√Ęnio, podemos localizar apenas cinco. Em seguida, encontramos o segundo grupo de v√©rtebras, as dorsais, que s√£o em n√ļmero de doze. Depois vem o terceiro grupo, as chamadas do sacro, que est√£o soldadas entre si e, portanto, fixas. Nessas √ļltimas v√©rtebras, encontramos oito furos, que tamb√©m s√£o utilizados para a aplica√ß√£o de acupuntura e como refer√™ncia para a localiza√ß√£o de alguns pontos. Finalmente, temos as v√©rtebras do c√≥ccix. Tamb√©m se faz aplica√ß√£o de moxa na 5¬™ v√©rtebra do c√≥ccix, para casos especiais.

N√£o sendo nosso corpo transparente, encontraremos dificuldades para a localiza√ß√£o desses ossos e v√©rtebras. Primeiramente precisamos localizar a √ļltima v√©rtebra cervical, a C7, tamb√©m chamada de grande v√©rtebra cervical ou proeminente. Quando inclinamos a cabe√ßa para frente, essa v√©rtebra salienta-se entre as demais. Logo depois da C7, come√ßam as v√©rtebras dorsais. Se usarmos o m√©todo de contagem das v√©rtebras, uma por uma, isso pode resultar em confus√£o, al√©m de ser demorado.. Por isso, temos que aprender uma maneira mais pr√°tica, precisa e r√°pida de localizar os pontos.

Ao longo da coluna vertebral, podemos determinar quatro vértebras fundamentais, que servirão de base para a localização de todos os pontos. A primeira vértebra fundamental é a 7ª vértebra cervical, a C7 (fig.IA), que já vimos como localizá-la.

A segunda vértebra fundamental é a dorsal. Para determina-la, traçamos uma linha horizontal, ligando as duas partes inferiores e mais salientes da escápula. No ponto de cruzamento dessa linha com a coluna, encontramos a 7ª vértebra torácica ou dorsal, a T7 ou D7 (fig.IB).

A terceira v√©rtebra fundamental √© a 1¬™ lombar. Tra√ßando uma linha horizontal e ligando as duas pontas das duas √ļltimas costelas, encontramos justamente a 1¬™ v√©rtebra lombar, bem no meio do cruzamento dessa linha horizontal com a coluna, a L1 (fig.IC).

Com esse mesmo procedimento, podemos determinar a quarta vértebra fundamental que é a 4ª vértebra lombar. Ligando com uma linha horizontal as duas partes superiores mais salientes do osso ilíaco, encontramos a 4ª vértebra lombar, bem no centro do cruzamento dessa linha com a coluna, a L4 (fig. ID).

Vemos assim que se tornou f√°cil a localiza√ß√£o dos pontos atrav√©s da coluna vertebral, tendo como base a localiza√ß√£o dessas quatro v√©rtebras fundamentais. √Č preciso treinamento para a localiza√ß√£o dessas v√©rtebras.

SHIATSU FACIAL

ShiatsuPara muitas pessoas, essa √© a parte mais calmante e relaxante do tratamento. Todos n√≥s temos uma tend√™ncia de ‚Äúviver dentro de nossas cabe√ßas‚ÄĚ, acumulando demasiada energia e tens√£o; assim, h√° tantos meridianos que come√ßam e terminam na face que facilmente podem ocorrer bloqueios, resultando na forma√ß√£o de linhas de express√£o, manchas ou rugas, al√©m de outros problemas mais s√©rios. O shiatsu aplicado a essa √°rea remove qualquer obstru√ß√£o e aumenta o aporte de Ki, desse modo liberando as tens√Ķes e, como feliz efeito colateral, embelezando o parceiro. Como o falecido Mestre de shiatsu Shizuto Masunaga declarou em seu ingl√™s inimit√°vel: ‚ÄúShiatsu na face n√£o √© apenas bom para alma, mas traz muita beleza!‚ÄĚ.

Os meridianos que começam na cabeça e na face são:

  • Bexiga;
  • Ves√≠cula Biliar;
  • Est√īmago.

Os meridianos que terminam nessas regi√Ķes s√£o:

  • Vaso Governador;
  • Vaso da Concep√ß√£o;
  • Intestino Grosso;
  • Intestino Delgado;
  • Triplo Aquecedor.

Se seu cliente sofre de enxaqueca, voc√™ pode dar uma aten√ß√£o especial aos lados da cabe√ßa ‚Äď o meridiano da ves√≠cula Biliar dobra-se sobre si v√°rias vezes, para abranger cada lado. Nossa seq√ľ√™ncia de shiatsu para cabe√ßa e face consiste principalmente em pontos de press√£o, ou pontos-chave, e n√£o em meridianos. Mais freq√ľentemente os pontos da face s√£o utilizados no al√≠vio da tens√£o, dor ou congest√£o localizada. Seu efeito no restante do meridiano ocorre num n√≠vel sutil de energia, e n√£o no plano f√≠sico. Assim, um ponto do meridiano da Bexiga perto do olho n√£o afetar√° a bexiga, embora v√° exercer um efeito sutil no Ki do elemento √°gua.

Pontos da regi√£o frontal da face

ShiatsuNa √°rea dos olhos:
Bexiga 1; situa-se no canto interno da órbita ocular, logo acima do canto do olho.
Bexiga 2; est√° situado na extremidade interna da sobrancelha.
Vesícula Biliar 1; está localizado no vazio existente fora da órbita, no nível do canto do olho.

Em torno da boca:
Intestino Grosso 20; situa-se logo abaixo da parte mais larga da narina.
Est√īmago 3; situa-se a meio caminho da ‚Äúruga da gargalhada‚ÄĚ.
Vaso da Concepção 24; está localizado no centro do sulco do queixo.
Vaso Governador 26; situa-se no centro do l√°bio superior.

Pontos do lado da face

ShiatsuTai Yang situa-se na têmpora.
Intestino Delgado 18;situa-se no vazio abaixo do osso zigoma (antigo malar).
Est√īmago 6; encontra-se no n√≥ muscular dentro do angula da mand√≠bula

 

 

 

 


Pontos do alto da cabeça

ShiatsuTodos esses pontos situam-se no meridiano do Vaso Governador,  e voc√™ os trata ao trabalhar ao longo da linha m√©dia da cabe√ßa.

O mais importante é o Vaso Governador 20; uma linha imaginária desde o alto das orelhas até a linha média.

 

 

 

SHIATSU PARA A CABE√áA E OS P√ČS

Quando algu√©m n√£o consegue relaxar, est√° manifestando uma desarmonia yin-yang. Se o yin se torna fraco demais para atrair o yang, ou o yang no corpo fica mais forte, ele se separa e se ‚Äúrebela‚ÄĚ para cima. Dores de cabe√ßa, nervosismo, irritabilidade, ins√īnia, secura nos olhos, nariz ou garganta, sede, sensa√ß√Ķes de calor no peito ou na cabe√ßa e rosto ruborizado s√£o sintomas t√≠picos deste tipo de desequil√≠brio.

Aplicar shiatsu na cabe√ßa ou nos p√©s sob tais circunst√Ęncias √© muito √ļtil. Comece pela cabe√ßa para dispersar o yang Ki e ajuda-lo a descer. Trabalhe nos p√©s para fortalecer o yin, atraindo o yang para baixo. O yin sobe para acalmar a mente, refrescar a cabe√ßa e umedecer os olhos e a garganta.

AS FUN√á√ēES DE YIN E YANG

O Yin atrai o Yang; o Yang atrai o Yin. O Yang √© ativo e protege o Yin; o Yin nutre e ap√≥ia o Yang; o Yang √© quente e seco; o Yin √© frio e √ļmido.

O Yang Ki regula as ‚Äúaberturas‚ÄĚ sensoriais. Os canais Yin transportam nutrientes e umidade para cima, at√© os orif√≠cios sensoriais.

ShiatsuPara essa rotina use um travesseiro baixo. Sente-se atr√°s da cabe√ßa do cliente e ap√≥ie-se sobre os ombros dele. Coloque as m√£os embaixo da cabe√ßa, entrela√ßando os dedos e, com as m√£os fixas contra a base do cr√Ęnio, erga e incline seu corpo por tr√°s, para abrir e alongar a coluna. Endireite o pesco√ßo do cliente, puxando de volta em sua dire√ß√£o.

 


ShiatsuAntes de come√ßar a aplicar press√£o sobre os tsub√īs, segure a cabe√ßa do cliente calmamente por um instante. Descanse os polegares estendidos sobre a testa e mantenha as palmas e os dedos sobre as t√™mporas.

 

 

 

 


TRABALHANDO NO ROSTO

ShiatsuComece segurando os dois lados do rosto ao mesmo tempo. A simetria da pressão do polegar será apropriada e confortável, desde que você mantenha o apoio sobre o lado da cabeça com os dedos estendidos.

Use os polegares para seguir o canal da Bexiga da extremidade interna da sobrancelha. (B 2) pela testa e at√© o alto da cabe√ßa. Agora, siga a linha interna do canal da Ves√≠cula Biliar (VB 14) para cima, sobre a cabe√ßa. Ent√£o, usando um polegar sobre o outro, siga o canal regulador desde o alto da cabe√ßa at√© o ponto entre as sobrancelhas, o ‚ÄúSal√£o das focas‚ÄĚ.

N√£o √© preciso seguir os canais rigorosamente. Tente trabalhar ao longo da linha das sobrancelhas; depois, siga os contornos do rosto, abaixo dos olhos e atrav√©s dos molares. Por √ļltimo, trabalhe em volta da linha da mand√≠bula, usando os polegares em cima e os dedos curvados embaixo do queixo. Qualquer tsub√ī que voc√™ encontrar estar√° relacionado aos canais Yang no rosto; Mas pode haver pontos que lhe parecer√£o especialmente √ļteis ao cliente. Sinta-se com vontade para se concentrar neles.

OS OLHOS

ShiatsuTrabalhar com os polegares √†s vezes √© dif√≠cil; use o dedo m√≠nimo sobre o ponto B1, ‚ÄúBrilho dos olhos‚ÄĚ, que tamb√©m ajuda na ins√īnia. Este ponto fica a 1mm do canto interno do olho. Pressione para dentro e para cima.

Os pontos em volta das √≥rbitas s√£o particularmente √ļteis para problemas oculares. Alguns deles servem tamb√©m para problemas nasais ou do sinus, e a maioria deles alivia dores de cabe√ßa, tamb√©m. Eles s√£o mostrados no diagrama acima e incluem ‚ÄúEspinha de peixe‚ÄĚ, localizada no meio das sobrancelhas, no canal mediano; e VB 14, ‚ÄúYang Branco‚ÄĚ, 2 cm acima da ‚ÄúEspinha de peixe‚ÄĚ, marcando o in√≠cio da linha interna do canal da Ves√≠cula Biliar sobre a cabe√ßa.

ShiatsuAp√≥s trabalhar no rosto, vire a cabe√ßa um pouco para o lado, apoiando sobre a palma da m√£o. Agora, des√ßa pelo lado da cabe√ßa., primeiro usando o polegar sobre o canal do Est√īmago; do canto da testa, descendo em frente √† orelha, at√© o m√ļsculo na extremidade do maxilar. Agora, trabalhe sistematicamente sobre os tsub√īs ao longo e dentro da margem do couro cabeludo e em volta da orelha. Termine, localizando os tsub√īs sob a base do cr√Ęnio (conforme a figura ao lado). Tente sentir os espa√ßos vazios onde a press√£o ser√° bem aceita. Alguns destes espa√ßos s√£o pontos cl√°ssicos com benef√≠cios reconhecidos para os olhos, ouvidos e outros √≥rg√£os sensoriais. Outros ainda acalmam a mente, sendo, portanto, √ļteis para ins√īnia, nervosismo e irritabilidade.

ALONGAMENTO TRIF√ĀTICO

Ajuda a afrouxar e equilibra o pescoço. Vire a cabeça do parceiro de um lado para o outro, tentando sentir se há resistência. Se a sensação for à mesma nos dois lados, comece por qualquer um; do contrário, alongue primeiro o lado fácil (Kyo).


ShiatsuVire a cabeça do cliente para o lado direito, apóie-se com a mão direita sobre o ombro esquerdo dele e coloque a outra mão sobre o lado da cabeça (posição 1).

 

 

 

 


ShiatsuAlongue o pescoço, apoiando-se gradativamente através da mão, cotovelos relaxados e, então, solte. Coloque agora a mão esuqerda sob a cabeça para erguêla e virá-la um pouco mais (posição 2). Alongue e solte.

 

 

 

 


ShiatsuDeixe a cabeça voltar à posição sobre a palma e alongue novamente (posição 3). Solte. Repita do outro lado.

 

 

 

 

 

ShiatsuGire a cabe√ßa para o centro. Coloque a m√£o em forma de concha sob a base do cr√Ęnio e force um pouco para tr√°s, apoiando os lados da cabe√ßa com as palmas. Deixe que os dedos encontrem outra posi√ß√£o, penetrando nos tecidos mais finos (tsub√īs) e force para tr√°s novamente. Repita este movimento duas ou tr√™s vezes, permitindo que o cliente se ajeite e respire. Para terminar, quebre o contato suavemente.


ShiatsuShiatsu significa rela√ß√£o ‚Äď
mais do que simplesmente ‚Äúpress√£o dos dedos‚ÄĚ.
Por ter m√£os, estendemo-las para receber
e nos entendemos no trabalho.
Por sermos pesados, precisamos de algo com que nos apoiar,
a Terra nos empresta seu corpo para apoio.
No shiatsu, nossos parceiros nos emprestam seus corpos para apoio.
Assim, descansados e forte, podemos oferecer nossas m√£os para ajudar.
Respirando o espírito do céu.
Duas pessoas,
na verdade uma.

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OBSERVA√á√ēES
  • Dependendo do n√ļmero de interessados nos Cursos, o CECTH reserva-se ao direito de alterar datas, hor√°rios ou mesmo cancelar o programa;
  • Vagas limitadas ‚Äď Favor confirmar a inscri√ß√£o at√© uma semana antes do in√≠cio do curso pretendido;
  • Nossos cursos enquadram-se na categoria de CURSOS LIVRES, n√£o estando, pois, sob a tutela do MEC (Minist√©rio da Educa√ß√£o), n√£o sendo reconhecido por este, inexistindo tal obrigatoriedade nesta classifica√ß√£o;
  • Em poder de nosso certificado, o profissional poder√° montar seu pr√≥prio consult√≥rio, trabalhar em hospitais, cl√≠nicas, academias, fazer atendimentos a domic√≠lio, etc;
  • Pr√°tica supervisionada em nosso AMBULAT√ďRIO;
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GOSTAR√ćAMOS DE AGRADECER A TODOS NOSSOS AMIGOS A AUTORIZA√á√ÉO PARA EXPOSI√á√ÉO DE SUAS IMAGENS EM NOSSO SITE.


OBSERVAÇÃO IMPORTANTE

Todas estas técnicas são alternativas,
para a melhoria de sua qualidade de vida,
não devendo substituir o tratamento médico.

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DADOS PARA DEP√ďSITO BANC√ĀRIO

Após realizar o depósito, entrar em contato conosco através do telefone (21) 3155-7984 / 99628-6385
Fazemos um convite para que venha conhecer nossas instala√ß√Ķes antes de efetuar o dep√≥sito.

BANCOS PARA DEP√ďSITO EM CONTA CORRENTE

Favorecido: CECTH ‚Äď Centro de Estudos do Corpo e Terapias Hol√≠sticas S/C Ltda.

BANCO ITAU

Ag. 6104 CC: 78134-6

 

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